segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Conto n. 15: Sonho quente em sépia



Ela voltou para a cidade. Fiquei sete anos vendo-a apenas pelas redes sociais. Seu sorriso, sua alegria, seus novos amigos, suas novas descobertas, suas conquistas. Eu a via e era uma tortura. Dois anos antes que ela fosse embora com aquele cara, nós dois havíamos começado aquele tipo de relação gostosa em que é proibido o compromisso. 
Éramos jovens e gostávamos das mesmas coisas, das mesmas bebidas, das mesmas músicas, dos mesmo lugares para curtir. Naquela época descobrimos que tínhamos mais em comum do que imaginávamos, nossos pais eram amigos de juventude e quando contei que havia conhecido a filha do Javali - o apelido que meu pai confidenciou em gargalhadas -, meu pai disse: "Se essa menina puxou ao pai, vai marcar a sua vida". Eu ri.  
Embora eu não soubesse, meu pai estava certo, e quando o nosso compromisso com não nos comprometer fez com que ela se fosse, comprometida com outro, eu chorei. 
Eu não poderia ficar sem ela. Não poderia perder aqueles dias deliciosos em que ela sempre trazia uma bebida esquisita na bolsa e eu, embriagado, lhe beijava a boca ao som do rock em nosso bar favorito. 
Depois dos amassos no bar, na madrugada, conversávamos pela net. Eu cantava para ela e ela cantava para mim, sua voz era desafinada e aguda, mas eu sentia tocar meu coração. Nunca cantou para mim pessoalmente, quando eu pedia ela corava, dizia que não tinha coragem, mas no último dia que nos beijamos, como se ela soubesse que encerraríamos ali (talvez soubesse), ela cantou em meu ouvido: 

"Quando a gente conversa
Contando casos besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos

E eu nem sei que hora dizer
Me dá um medo ( que medo )

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo
Tanto"

Eu sinto o gosto do beijo que dei nela depois daquele verso até hoje. Achei que iria sufocar de tanto tesão, de tanto... amor? Apertei-a contra meu corpo e toquei sua buceta por cima da roupa.
Ela estava tão quente lá embaixo, tão quente, que quando eu coloquei minha mão dentro do seu jeans parecia que meus dedos queimavam, ardiam, sucumbiam àquele calor. 

Ela estava de volta! Era o que ela informava no facebook. E naquela noite eu dormi cedo com a lembrança daquele calor na minha mão e com o meu eterno ressentimento: nunca ter colocado meu pau naquela quentura. 


Dormindo, sonhei com ela. Deitados em um cama, ela lambia meu pescoço, subia em cima de mim e tirava minha blusa como se fosse minha dona. Seus cabelos ondulados presos em um alto rabo de cavalo. Eu tentava tirar sua roupa e ela apenas afastava minhas mãos. Ela tirou minha calça e me chupou. Eu gemia e tentava não precipitar meu gozo. 

Ela parou. Beijava meu peito e eu em desvario. Ela então sussurrou no meu ouvido: "de quatro, me come de quatro". Abaixou a calça e se posicionou na cama, quando eu tiraria sua calcinha, ela disse: "não tira, quero ela aí". Ah! Eu ficava louco! Que sonho! Que sonho! Antes de meter, eu afastei sua calcinha e chupei sua buceta faminto. Ela gemia, grunhia, gritava. 



Acordei. Não sei porquê. Meu pau latejava, duro. O relógio ainda marcava uma da madruga. Tomei um banho frio e rápido, fui para o bar, aquele bar onde tudo começou. Cheguei e pareceu-me uma visão, talvez eu ainda estivesse sonhando, era ela e parecia ter saído do meu sonho com aquele rabo de cavalo. Antes que eu me decidisse se iria até ela ou não, ela me avistou e veio em minha direção com aquele sorriso largo. Pressionou-me contra seu corpo e disse em meu ouvido: 
- Aceita continuar de onde paramos?

Pensei: - No sonho ou na vida?

6 comentários:

  1. Nem sei o que dizer. Gostei mais da leveza e envolvimento seu no conto. Você esta solta, sem pudores, o que deixa a história muito mais interessante.

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  2. Que tesão! muito bom mesmo! caso queria de uma passada no meu blog, lá tem alguns contos escritos por mim ^^http://spiritmemories.blogspot.com/

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