sábado, 20 de abril de 2013

Sexo e internet: Sobre o que fazemos com nossa mente

 

locadora

ADVERTÊNCIA: O assunto não é para os novinhos e para a novinhas: por isso, VAZA!!! Eu vou falar de putaria daqui a pouco!!

A galera que nasceu entre 1975 e 1985 foi bem jovenzinho na época que a locação de fita VHS para Vídeo Cassete ainda bombava. E dava sexta-feira e todo mundo corria para pegar aquele novo filme e assistir com a turma. Lá na locadora (como nas bancas de revista) havia um parte obscura, em que estavam as fitas de filme pornô. A curiosidade e vontade de entrar ali era terrível. Angustiante. Sufocante. Para mim, eu diria. Nunca que seria possível uma menina de 16 anos entrar naquele espaço sem despertar olhares capciosos nos outros e nela um tipo de medo. E mesmo doida pra entender melhor como o sexo funcionava, restava se contentar com as dicas das psicólogas e sexólogas da Capricho ou da Atrevida. Mas aquelas fitas não ficariam muito tempo no vale escuro e encoberto. Sempre haveria um melhor amigo, um menino camarada, que faria o favor de locar a fita (e ainda posar de bacana) pornográfica.  Quando eu vi o meu primeiro filme pornográfico do começo ao fim, sem ter que trocar o canal às pressas na madrugada eu deveria ter 16 anos. E assisti em turma, a mesma turma que assistia todos os finais de semanas filmes de terror, de comédia ou drama.

Imagino que não diferente de mim, foi um misto de tesão e constrangimento para todos. Ríamos e debatíamos sobre as cenas, as modalidades de sexo, os corpos nus, as expressões faciais, o que parecia sempre muito fake, sem prazer, mas que excitava. Confesso que eu senti mais tesão vendo o episódio de “O Besouro e a Rosa” transmitido pela TV Globo em 1994, uma adaptação do conto de Mário de Andrade em que Carla Marins era a pudica Rosa desvirginada por um besouro. g_sexo_virtual

As coisas mudaram de uma hora para outra, com 19 anos eu já estava viajando com confiança total pelo ciberespaço. E junto com expansão do acesso veio as possibilidades de conhecer e ver o que eu quisesse ver. Hoje as coisas estão mais acessíveis do que em 2001 e usar os sites com vídeos pornográficos para se excitar e se resolver de maneira solitária deve ser uma prática recorrente.

Não é mais necessário esconder gibis pornôs debaixo do colchão ou colocar as fitas pornográficas em uma caixa em cima do guarda roupa para que os pais (ou os filhos) não acessem. A pornografia como recurso visual para a masturbação, para a descoberta do corpo nu, como aprendizagem do sexo está a distância de um clique.

Tem aqueles vídeos caseiros, que muitas vezes faz é graça; tem aqueles mais profissionais, cheios de uh!! Fuck me.. yes! yes!!  No entanto, tem aqueles mais excitantes, com a medida certa do seu gozar. Aqueles que, realmente, servem como estimulantes para a sua frequência ou, quem sabe, a frequência do seu parceiro, para que tudo comece bem entre vocês dois.

sexo

Mas não só de vídeos vive o tesão da gente. Eu sempre adorei ler contos eróticos, com olhos que espiam, carícias que começam desapercebidas e o auge com a descoberta de um sexo esperado, que supera a expectativa. Ver imagens eróticas sempre foi muito mais excitante que os vídeos também,  com pescoços que se esticam, mãos que se escondem entre pernas, mãos que apertam a carne, cabelos e bocas. São possibilidades abertas para imaginação, o que veio antes ou depois daquela imagem, sou eu que faço existir, os fenótipos e expressões do conto, sou eu quem cria. Gosto de minha mente se abrindo e sendo imaginativa, gosto de criar e ser criada pelos outros também.

Gosto de brincar de “you don’t know me”. Porque quando não se conhece, só se tem pistas, vestígios do que é… Diretrizes! O limite é você quem faz, a hora de acabar é só sua. O gozo não precisa ser sincronizado com o vídeo.

Eu gosto do inacabado… Eu gosto de poder dar o meu sabor e a minha textura aos contos, às imagens estáticas, que podem inspirar tanto desejo quanto os sons vindos do filme. Para ser sincera, para mim, filme pornográfico é tocar uma com um olhar sacana de voyeur, porém a imagem ou o conto, é um sexo gostoso com suas fantasias, seus desejos e fetiches, guardados na sua mente, auto-controlados, mas que podem explodir em um tipo de tesão criativo.

Um final de semana gostoso para vocês!!

See u…

2 comentários:

  1. Concordo plenamente com você que, contos exitam mais que alguns videos pornos, principalmente os atuais que o cara parece um cavalo em todos os sentidos e a mulher uma lata ou buraco coletor de espermas. Há excelentes contos nas revistas masculinas mais antigas.
    Se você quiser alguns, de minha autoria e outros não, deixe um endereço eletrônico que lhe envio.

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  2. Fantástico o texto. Fico impressionado com a fluidez das argumentações entre os parágrafos.

    tenho alguns contos para mostrar.

    se voce quiser, entra em contato comigo.

    meu e-mail:

    chomsky.com@gmail.com

    não consegui achar o teu emeio por aqui.

    abs

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