terça-feira, 29 de maio de 2012

Quem tem medo do lobo mau? Sobre se envolver.

 

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O fato é que quando você está por aí, no mundo, você conhece diferentes pessoas. E por mais que você tente decifrar o olhar, os gestos, o sorriso das pessoas você só saberá quem elas são depois de experienciar certas situações ao lado delas.

Você pode confiar no fato de seu anjo (ou santo) não ter batido com o da pessoa – ou ter batido, mas isso não quer dizer que estará determinado como as coisas irão acontecer dali pra frente, o santo que batia pode não bater mais e o santo que não batia pode virar sua melhor companhia. O fato é que viver é uma caixinha de surpresas.

Você pode optar por não se envolver, por manter distância e não olhar nos olhos das pessoas. Fazer um contrato tácito, do tipo “você não me decifra e eu não te devoro”. Porém, quando você está só na floresta é quase impossível não dar conversa até mesmo para o lobo, malvado lobo. E está na eminente solidão o perigo terrível do envolvimento mau resolvido. Você quer estar perto de alguém, quer suprir suas carências, sua vontade de falar, de gargalhar, de brincar, de chorar e não sabe a quem pode se dedicar, não sabe em quem confiar.

Daí começam milhares de perguntas: Eu posso confiar nele? Será que ela está entendendo quem eu sou? Será que ele confia em mim mesmo? Será tudo mentira dela? Será? Será? Será?  Contudo, no fim, todos se entregam de uma certa maneira, se envolvem e outros até se jogam… HaHaHAHa… Não me olhe assim, não sou do tipo que “zi zoga…”  Smiley mostrando a língua

E aí que o problema problemático de verdade é quando a intensidade do se envolver não atinge sequer uma pequena harmonia. Então, pode acontecer de um se dar mais que o outro ou não tolerar o dar demais do outro ou ter que conviver com o dar de menos do um.

No meio de todo esse vai-e-vem da vida você pode se envolver com três tipos de pessoas que são, com certeza, os tipos que podem incomodar para caralho.

O incômodo n. 1: A Felícia, “A Grudenta”.

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Ela gruda em você. Conheceu você ontem e já acha que é sua melhor amiga pra sempre forever, best friends que não vão se desgrudar jamás, a história de vocês será linda, vocês vão se amar, se querer, brincar juntas pelo parque até o sol se pôr e depois vai rolar um abraço afetuoso para ir para suas casinhas. Nãããããããooooo!!!! Meeea Felha… Encontro de almas tem que ser recíproco, se não é, não é é encontro de almas.

E aí você fica entediada logo, a pessoa não desgruda, quer saber onde você vai, liga pra você toda hora e conta os detalhes da vida, em 48 horas você já sabe o nome da galera da 5ª geração dessa pessoa. Não há quem resista a uma Felícia, só com muito amor, carinho e dedicação de uma amizade que começou quando você tinha 12 anos de idade – e hoje você está com 45 – para compreender os reais motivos de alguém ser assim e vez ou outra poder lembrar a colega que ela ainda não recebeu alta do terapeuta.

O incômodo n. 2: A Enfermeira dos Animaniacs, “A Sedutora”

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E aí você conhece uma pessoa incrível, super bacana, prestativa, amiga e parceira. Sempre que você precisa ela está lá para lhe ouvir, vai com você onde você precisar e oferece ajuda sempre que está por perto. Mas é só. Ela não passa disso, não vai mais além e você fica lá babando, querendo ser a mais amiga de todas daquela pessoa, mas ela não lhe dá a mínima, ela estabelece uma relação neutra, sem ir mais além e tudo que você queria é que ela lhe chamasse de amigo.

E você fica maluco, sem entender porque essa pessoa se dedica tanto se ela na verdade não quer sua amizade, por que essa pessoa se aproxima tanto se na verdade ela só quer manter a distância de segurança para não se afetar com sua presença e isso começa a doer. Porque pessoas bacanas criam expectativas nas outras e se frustrar não é tão bacana assim. Como uma pessoa bacana pode produzir um sentimento não bacana em você e aí essa pessoa se torna um dolorido paradoxo em sua vida.

O incômodo n. 3: A Penélope Pussycat [do Pépe le Pew], “A Fujona”

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Você se encanta imediatamente, se aproxima e até faz contato. No entanto, a pessoa foge de você igual o diabo foge da cruz. Não é possível compreender como uma pessoa que você acabou de conhecer fuja de você; não lhe dá tempo para conhecê-la melhor, não possibilita um sorrisinho a mais, não é possível que essa pessoa seja tão adorável [aparentemente] e tenha tanto medo de se envolver com alguém.

E aí você começa a perguntar: será que o problema sou eu? Será que falei alguma coisa errada no dia que a conheci?

Mas é quase impossível compreender que essa pessoa não quer se envolver, não quer conhecer pessoas novas, que talvez tenha medo de se envolver, talvez seja muito tímida ou talvez realmente não tenha ido com sua cara. São possibilidades e se ela está fugindo, talvez seja melhor deixar ela ir.

***

O como lidar com o conhecer pessoas novas é um enigma impossível de se resolver, cada mente é uma e tentar decifrá-la pode não ser tão legal. Descobrir quem as pessoas são pode ser um processo complicado, talvez no fim você descubra uma pessoa com quem você nunca se envolveria, mas se envolveu. Não dá para cobrar demais das pessoas, não dá para achar que as pessoas irão suprir suas expectativas, não tem como prever quem são as novas pessoas com quem você topou na floresta. Mas não tem como entrar na mente das pessoas para compreendê-las rapidamente e isso nem seria saudável (as mentes das pessoas podem ser tenebrosas). Desse modo, ou você se arrisca ou faz todo o percurso até a casa da vovó sozinha. A vida está aí para se aventurar, se machucar faz parte, mas não custa nada tentar amenizar a dor.  Se cuida e se liga!!

See u!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Elas estão descontroladas! A falta de escrúpulo feminina

 

às descontroladas de plantão.

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Vou aproveitar que eu estou em um clima de desmitificações e vou dizer: muitas mulheres fazem dramas em momentos que não haveria motivo para dramas. Sim!!!! Elas fazem… E vão negar para sempre que aquilo é apenas um ímpeto dramático, vão jurar para sempre que tudo não passa de algo que as afetou profundamente e por isso é digno de escândalo, rupturas drásticas, estratégias baixas e etc e tal.

Algumas mulheres tem um poder “louco” de manipulação que pode destruir você no tempo de um surpreender-se.  - Ai que susto! E já foi, tem um cabo de escova atolado no seu toba. E não venha com moralismos, achando que estou sendo escrota demais, estou falando o que é, o que o meu experienciar ao conviver com mulheres cotidianamente nas ruas e domesticamente me propiciou compreender. E é aqui que eu revelo que eu nasci com pomo de adão!! HauaHauaHaua.. brincadeirinha, eu nasci com xoxota mesmo – mas eu acho que nas últimas 5 vidas eu era homem.

Na verdade, o que eu proponho pensar a partir desse post é que algumas mulheres lidam com a falta de escrúpulo com uma diferença muito grande da falta de escrúpulo masculina. A falta de escrúpulo em algumas mulheres perpassa, inevitavelmente, o espaço privado e nele elas podem seduzir, jogar, manipular o idiota que elas quiserem para conseguir o que querem, mesmo quando fazem de conta que não. Porém, ao meu ver, a falta de escrúpulo em alguns homens necessita do público, do legitimar a exposição da falta de escrúpulo, de expor o outro ao ridículo, de  gritar “xeque-mate”. As mulheres, muitas vezes, não gritam xeque-mate, elas fuzilam com o olhar, com o sorriso de canto de boca que insinua: “Entenda, eu venci!”. Mas não é o gritar ou o silenciar que vai dizer quem é mais inescrupuloso que o outro, que vai determinar quem é mais filho da puta que o outro, o que determina isso é o caráter generoso de uma pessoa, de saber se o que ela está fazendo diz realmente respeito apenas a ela ou se o que ela está fazendo pode trazer sérias consequências para outras pessoas.

lgwiz00419 tee-buzzs-true-romance-4-sheet-pop-art-wall-mural-wall-muralGritar, fazer escândalo, chorar descompassadamente, fazer cara de vítima não fará com que você passe por  uma vítima em algumas situações, no mínimo você será vista como uma descompassada, uma pessoa digna de pena ou no máximo como uma estrategista que seria capaz de derrotar as estratégias do excelentíssimo Maquiavel.

O que ocorre nisso tudo, do escândalo, do drama, do se vitimizar é um processo de busca pela vitória através da piedade do outro. Pense: Quão confortável é para você possuir força se o que lhe confere essa força é ser visto como fraco?

Não seria um pouco contraditório buscar vencer, colocando-se antes de tudo como o pior naquela competição. Que tal começar a assumir quem você é, ter responsabilidade e ser responsável pelas suas escolhas. Que tal pensar um pouco em respeitar-se e, quem sabe assim, respeitar o outro.

Enganar as pessoas pode ser muito fácil, até porque, quem tem um mínimo de esperteza saberá que está sendo enganado e poderá permitir ou não que isso ocorra. Porém, muitas vezes é melhor fazer de conta que está sendo enganado do que ter que assumir publicamente (mesmo em um público pequeno) que tem consciência da falta de escrúpulo do outro e assim ter que assumir uma posição socialmente desejável diante de uma coisa que se ficasse no plano da ludibriação não teria tanto valor para você.

Enfim… Vamos lidando com os descontroles e as incapacidades das outras pessoas em se mostrarem fortes diante de suas próprias vidas. Sinto muito por aqueles que são apenas coadjuvantes – quiçá, figurantes.

See u…

sábado, 5 de maio de 2012

Orgasmo empático: A Lascívia do Outro


E de repente, depois de alguns anos, você começa a pensar em coisas que há tempos você não pensa. Como é bom ter ao nosso lado alguém com quem se tem empatia. Ter empatia é um processo que lida com variadas possibilidades, você pode sofrer por empatia ou ficar alegre por empatia. Mas o bom mesmo é o gozar por empatia.
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E daí que você trepa com vários caras em sua vida, goza sempre e é expert em ter orgasmos múltiplos – se é que isso existe mesmo.
Seu discurso é que o bom é gozar, que não é muito necessário estar apaixonada para fazer sexo, que sexo é bom de qualquer jeito, com ou sem amor e que amor não faz ninguém gozar. Bem, amor realmente pode ser algo inexistente quando o assunto é sexo. Amor pode ser secundário, terciário ou até ultimário quando se trata de chegar ao orgasmo. Gozar tem muito a ver com um tipo de técnica, de saber a frequência certa do outro e assim chegar até o ápice das vibrações – isso quando depende do outro.
Contudo, acredito que ninguém vá discordar se eu disser que o orgasmo empático é tão prazeroso, tão prazeroso que ele ultrapassa o momento do gozo e fica revirando na sua cabeça, trazendo arrepios do cóccix até a nuca, fazendo toda pélvis estremecer.
Mas o que seria esse orgasmo empático, o orgasmo empático não pode ser classificado como uma coincidência da vida sexual, o orgasmo empático é algo que pode ser repetido várias vezes, em outros vários dias de sexo, coincidências são coincidências – e podem ser filhas únicas de um determinado momento que não se repetirá jamais.
O orgasmo empático diz respeito a algo que só se pode alcançar quando se tem empatia com alguém, quando você e a pessoa que você se relaciona compartilham muito mais do que um copo de cerveja, a conta do motel ou a vontade avassaladora de fazer sexo. O orgasmo empático surge quando duas pessoas se encontram e começam a se conectar de uma maneira tão forte, tão elementar que os corpos de vocês entram em sintonia, em harmonia, começam a vibrar na mesma frequência e por isso chegam ao ápice juntos, porque um sente o outro, vivencia o outro. É como uma explosão compartilhada que possibilita um pós-sexo suave, charmoso e delicado. Sem cobrança, sem algo de “faltou um pouquinho ali”, “poderia ser melhor” ou a famigerada pergunta “você gostou?” ou pior ainda “você gozou?”.
Sexo irônico social
Além do mais, tem coisa mais excitante do que se excitar com a excitação do outro. É narcisista, eu sei, pois se excitar com o outro se excitando por você é o mesmo do que se excitar por você mesmo, mas pode ter um pouco do princípio empático nisso aí, pois quando você sente a lascívia do outro, a vontade de fazer sexo do outro, o desejo dele por você é como se todo esse desejo se transferisse para você e aí a coisa fica quente e gostosa.
E é a vontade de ter o princípio empático regendo a vida que faz com que quem está solteiro, mas bem resolvido sexualmente, queira um amor, um romance, algo que dure, que dê tempo para compartilhar vida, que dê tempo para fazer as energias dos corpos sintonizarem-se. 
É essa sensação empática que faz a gente querer sempre voltar para aquele outro corpo, voltar praqueles braços, encostar sua pele na pele dele e ficar ali quanto tempo for até sentir os fluxos se harmonizando, estabilizando e possibilitando orgasmos que só pertencem a vocês dois e a mais ninguém.
Eu tenho que dizer que melhor do que o orgasmo empático é só o fato de poder, despreocupadamente, olhar para o outro e nem passar pela sua cabeça a possibilidade de se preocupar com o amanhã. Vocês estão ali e é só. Empaticamente fudendo e gozando.
Desejo a todos vocês muitos orgasmos empáticos!!!
See u!!