sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Banheiros e desejo; impasses cotidianos.

 

Espiadinha

Quando estamos em lugares públicos e precisamos de usar o banheiro o comum é encontrarmos aqueles banheiros coletivos, que a gente entra e tem uns dois ou três biombos com um vaso sanitário dentro [para mulheres] ou mictórios [para homens].

De acordo com minha mente os banheiros são separados entre banheiros de homens e banheiros de mulheres por causa da idéia de que pessoas do mesmo sexo não irão espiar, assediar ou violentar o outro nesse espaço público[privativo]. Ou seja, saber quem usa um banheiro ou outro é determinado pelo desejo sexual, não pela roupa que se está usando.

Porém é óbvio que não dá para ter alguém na porta do banheiro perguntando: “Você faz sexo com meninos ou meninas?” E daí vai rolando uma complicação dos infernos.

Contudo, mesmo que fosse determinado socialmente que as pessoas teriam que usar o banheiro de acordo com o seu desejo sexual [quem faz sexo com homens de um lado e quem faz sexo com mulheres de outro] teríamos dois problemas. Quem faz sexo com homem e mulher, onde iria? E as meninas que fazem sexo com meninas? Elas estariam seguras usando o banheiro que homens que fazem sexo com mulheres usam? Acredito que não, pois muitos homens que fazem sexo com mulheres tem um enorme fetiche em transar com mulheres que fazem sexo com mulheres, o que poderia gerar  assédio ou violência sexual.

No fim, o que restaria seria uma superlotação do banheiro “feminino” [ou de pessoas que fazem sexo com homens], pois ali se tornaria o refúgio de todos. Já que não são comuns notícias de mulheres que estupraram.

Rê Bordosa

Agora pensa bem se começarmos a querer usar o banheiro de acordo com o que é considerado vestimenta feminina e o que é vestimenta masculina? Quer dizer que o dia que eu achar sexy sair de terninho eu vou ter que usar o banheiro masculino? Não, eu não vou querer, pois usar o banheiro masculino coletivo para mim significa risco. Eu não sei que tipo de cara vou encontrar nesse local e quais suas intenções. Por que então os crossdressers que tem desejo sexual por mulheres acham que devem usar o banheiro feminino? Um homem com desejo em mulher dentro de um banheiro feminino é sinônimo de risco de espiada, assédio ou violência para muitas mulheres.

[Particularmente eu penso que é óbvio que algumas mulheres no banheiro feminino podem representar perigo para outras mulheres, no que diz respeito a espiar, assediar ou violentar – mas o que assusta imediatamente é o falo. Eu sempre costumo dizer: ter dois buracos entre as pernas que fazem parte do desejo fálico/masculino é o que torna a mulher tão vulnerável a dor do estupro, pois com força se abre as pernas de uma mulher e a penetra, mas a força não se faz o pau de um homem subir e o coloca em um orifício. E mesmo se assim o fosse, provavelmente isso não causaria dor ao homem. Enfim… São alguns pensamentos.]

No entanto, o que eu penso sobre os usos dos banheiros diz respeito aos usos dos órgãos sexuais femininos e masculinos. Diz respeito ao medo que muitas mulheres tem do falo e da força do homem.

Talvez a única solução a ser tomada, de maneira sensata é que os estabelecimentos/espaços públicos tenham banheiros individuais e que qualquer um possa entrar em qualquer um deles. Aí lá vem a necessidade de aula de boas maneiras nos banheiros públicos.  Há de se entender que em um mundo em que as pessoas prezam os seus direitos individuais é preciso que se comece a edificar espaços públicos individualizados. Em um mundo em que o coletivo traz tantos problemas para o indivíduo é preciso pensar que cada vez mais as divisões dos espaços em polaridades – masculino e feminino – irá se perder.

É preciso pensar…

See u!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Prática do Amor: Sobre casais

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Eu conheço muitos casais e pessoas solteiras que estão à espera do seu carinho noturno. Smiley piscando

Hoje eu estava pensando sobre essas pessoas e a relação de cada uma delas com o amor. E a cada dia que passa eu concordo com o excelentíssimo senhor Cazuza: “O nosso amor a gente inventa!” E a partir daí vai vivendo essa invenção que nos faz gastar grande parte do nosso tempo.

Alguns passam a vida toda procurando um grande amor, um amor arrebatador, que lhe consuma a alma e lhe deixem completos, contudo esses alguns não conseguem entender que quando a alma é consumida não sobra nada e ninguém quer estar ao lado de  um nada.

Alguns encontram o ser de seus sonhos e passam a viver ao lado dele como se aquele fosse o único ser da face da terra, não se vive mais, não olha ao redor, não sai de casa e quando, por algum acidente, precisam sair desse sonho são ofuscadas, perdem o brilho e ficam a vagar como almas penadas no mundo real.

Outros são felizes, um sugando o outro, um tirando as forças do outro em seus abraços, sorrisos, chateações, dúvidas e inseguranças, pois para esses o que importa é a certeza de que encontrou alguém para que não seja sozinho.

No entanto, no final das contas, o amor é algo opcional, é uma escolha que se faz antes mesmo de encontrar alguém.

Quem escolheu que o amor tem que ser para a vida toda vai fazer de tudo para que a pessoas que ele diz amar seja sua para a vida toda.

Quem escolheu que o amor é algo para se viver em par, se divertindo, vai zanzar para lá e para cá, seguros de si e bailando suavemente, com furor juvenil.

Aquele que escolheu que o amor nunca vai dar certo, sempre vai machucá-lo, torturá-lo, nunca vai ser tão estonteante, sempre vai ser apenas um estar com outra pessoa, viverá esses momentos de tristeza sozinho, pois talvez o outro nem faça idéia da sua escolha.

E por aí vai…Imagem006

Alguns ficam com seus parceiros por achar que mesmo não havendo amor é uma boa escolha, pois há um bom sexo. Outros se esquecem do sexo em nome de um amor espetacular e dizem: “o sexo foi embora, mas a gente se ama!” E assim vão vivendo.

Eu digo que o importante é saber conversar. Sabe aquele texto que já deve ter caído no seu e-mail dizendo que devemos nos casar com quem gostamos de conversar, pois eu aprofundo mais. Você deve se unir à quem você tem o que conversar, com quem você pode dividir suas angústias intelectuais, psicológicas e que lhe ajude a pensar sobre tais angústias e que não seja um conselheiro. Pode ser a tendência de alguns achar que tem boas conversas com quem só sabe dar conselhos, afinal, normalmente essas pessoas falam bem e são convincentes. Porém, não se deixem enganar, boas conversas ultrapassam o plano do aconselhar, do guiar, do orientar.

A conversa em par deve ser equivalente.  Deve ser um encontro de chamas. As lágrimas devem poder cair com tranquilidade (sem medo ou vergonha), o silêncio deve poder existir suave (sem incômodos ou desconfortos) e o abraço nunca pode terminar com tapinhas nas costas. A profundidade da conversa também transparece nos gestos. Se liga.

See u…

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Colocando fogo na piriquita: Sobre o clitóris.

 

Pois bem, se você tem menos do que 18 anos e sua mãe ainda não lhe deu permissão para saber coisas sobre sexo: meia volta, volver.

Há algum tempo eu venho pensando sobre o manejo do clitóris alheio. Não, não andei manejando o de ninguém que não o meu, mas acho que se eu o fizesse não teria problema para tal feito e arrisco-me a palpitar que qualquer mulher que já tocou o seu próprio não terá problema em manejar o alheio.

O problema mesmo é os menininhos que vez ou outra não sabem como encostar no tal “cacetinho” feminino.

Órgao Sexual Feminino

Vejamos o órgão sexual [ou reprodutivo, como quiserem] feminino. Tá vendo ali onde é o famigerado clitóris? [Se não, clica na imagem que ela aumenta] É lá o lugar que você vai manipular um bocadinho para deixar a garota mais animadinha. Eu disse MAIS ANIMADA, não esfolada.

Por que da advertência? O fato é que sei, por experiência própria e por ouvir azamiga, que nem sempre os rapazes sabem lidar com o grelinho.

Então lá vai a lição número 1 e a mais importante de todas:

O grelo é o cacete da mulher e ele fica duro. Na verdade, há quem diga que o órgão tem até 8 mil terminações nervosas e existe apenas para dar prazer a mulher. Além do mais, tem um ENORME detalhe, o grãozinho de feijão é supersensível.

Então não dá para você acender graveto em cima do cacete da mulherada, entendeu?

Fazendo fogo

Não dá para fazer do seu dedo ou da sua língua uma broca em cima do grelo da menina. É necessário suavidade, delicadeza e que você trate o clitóris como seu aliado durante a foda, não como um desestimulante, porque do mesmo modo que um cara pode reclamar: “peraí, toma cuidado com os dentes!” ou “peraí, não precisa apertar tanto ou ser tão rápido!” A mulher pode sentir seu fogo se apagar se o cara brincar de acender graveto na sua piriquita.

Pensa bem, se você já está com a mão lá é porque o fogo da menina já está acesso, agora é hora de soprar para fazer uma mega fogueira. Até porque se já está rolando fogo, se você resolver vir com a broca novamente o mínimo que vai acontecer é você se queimar. E abandonando a metáfora, você não vai querer se queimar com a menina e virar “o cara que não sabe mexer na piriquita” [porque cá entre nós, as meninas falam sim dos caras, quem o diga um tal “menor infrator” Smiley guardando segredo, piadinha interna, parei!]

Agora, rapazinho, se você duvida do que eu estou afirmando, pega a ponta do seu dedo indicador coloca na ponta do seu cacete e esfrega, mas esfrega com gosto. Já lhe digo que vai esquentar e vai arder. Pois é, é a mesma coisa que a moça estará sentindo e não é legal.

O legal é dar uma namorada com o cacetinho, de leve, bem lubrificado, para mantê-lo duro e teso. Seja a língua ou o dedo, há de não perder a ternura na hora de encostar no grelo. Divirtam-se…

See u!