sábado, 5 de maio de 2012

Orgasmo empático: A Lascívia do Outro


E de repente, depois de alguns anos, você começa a pensar em coisas que há tempos você não pensa. Como é bom ter ao nosso lado alguém com quem se tem empatia. Ter empatia é um processo que lida com variadas possibilidades, você pode sofrer por empatia ou ficar alegre por empatia. Mas o bom mesmo é o gozar por empatia.
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E daí que você trepa com vários caras em sua vida, goza sempre e é expert em ter orgasmos múltiplos – se é que isso existe mesmo.
Seu discurso é que o bom é gozar, que não é muito necessário estar apaixonada para fazer sexo, que sexo é bom de qualquer jeito, com ou sem amor e que amor não faz ninguém gozar. Bem, amor realmente pode ser algo inexistente quando o assunto é sexo. Amor pode ser secundário, terciário ou até ultimário quando se trata de chegar ao orgasmo. Gozar tem muito a ver com um tipo de técnica, de saber a frequência certa do outro e assim chegar até o ápice das vibrações – isso quando depende do outro.
Contudo, acredito que ninguém vá discordar se eu disser que o orgasmo empático é tão prazeroso, tão prazeroso que ele ultrapassa o momento do gozo e fica revirando na sua cabeça, trazendo arrepios do cóccix até a nuca, fazendo toda pélvis estremecer.
Mas o que seria esse orgasmo empático, o orgasmo empático não pode ser classificado como uma coincidência da vida sexual, o orgasmo empático é algo que pode ser repetido várias vezes, em outros vários dias de sexo, coincidências são coincidências – e podem ser filhas únicas de um determinado momento que não se repetirá jamais.
O orgasmo empático diz respeito a algo que só se pode alcançar quando se tem empatia com alguém, quando você e a pessoa que você se relaciona compartilham muito mais do que um copo de cerveja, a conta do motel ou a vontade avassaladora de fazer sexo. O orgasmo empático surge quando duas pessoas se encontram e começam a se conectar de uma maneira tão forte, tão elementar que os corpos de vocês entram em sintonia, em harmonia, começam a vibrar na mesma frequência e por isso chegam ao ápice juntos, porque um sente o outro, vivencia o outro. É como uma explosão compartilhada que possibilita um pós-sexo suave, charmoso e delicado. Sem cobrança, sem algo de “faltou um pouquinho ali”, “poderia ser melhor” ou a famigerada pergunta “você gostou?” ou pior ainda “você gozou?”.
Sexo irônico social
Além do mais, tem coisa mais excitante do que se excitar com a excitação do outro. É narcisista, eu sei, pois se excitar com o outro se excitando por você é o mesmo do que se excitar por você mesmo, mas pode ter um pouco do princípio empático nisso aí, pois quando você sente a lascívia do outro, a vontade de fazer sexo do outro, o desejo dele por você é como se todo esse desejo se transferisse para você e aí a coisa fica quente e gostosa.
E é a vontade de ter o princípio empático regendo a vida que faz com que quem está solteiro, mas bem resolvido sexualmente, queira um amor, um romance, algo que dure, que dê tempo para compartilhar vida, que dê tempo para fazer as energias dos corpos sintonizarem-se. 
É essa sensação empática que faz a gente querer sempre voltar para aquele outro corpo, voltar praqueles braços, encostar sua pele na pele dele e ficar ali quanto tempo for até sentir os fluxos se harmonizando, estabilizando e possibilitando orgasmos que só pertencem a vocês dois e a mais ninguém.
Eu tenho que dizer que melhor do que o orgasmo empático é só o fato de poder, despreocupadamente, olhar para o outro e nem passar pela sua cabeça a possibilidade de se preocupar com o amanhã. Vocês estão ali e é só. Empaticamente fudendo e gozando.
Desejo a todos vocês muitos orgasmos empáticos!!!
See u!!

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