segunda-feira, 25 de abril de 2011

Menina bonita também joga lixo no chão!

 

Alguns dias atrás passei por uma situação um pouco constrangedora, só não foi mais por não ter sido diretamente comigo. Eu estava andando pelas ruas da cidade com uma colega de trabalho e ela tirou dois bombons da bolsa, me deu um e abriu o outro para ela. Eu abri o meu, comi o bombom, dobrei o papel e coloquei no bolso [eu tenho o hábito de guardar os lixinhos] elixo_lugar01 ela abriu o dela e jogou no chão, o senhor que vinha logo atrás de nós disse:

- Que coisa feia! Uma moça bonita jogando lixo no chão.

Eu fiquei super vermelha por ela, mas não comentei, porque eu apoiaria o senhor, não tive coragem de falar nada com ela, mas sempre considero essas atitudes muito estúpidas. E não tenho o costume de chamar a atenção das pessoas sobre isso, justamente porque acredito que já há informação o suficiente para que todos parem com essa mania horrorosa.

Ficamos em silêncio e terminamos o caminho, até que cada uma foi para o seu lado. Eu acho que se fosse comigo eu pediria desculpas e recolheria o papel e nunca mais iria ter coragem de fazer novamente.

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Além do lixo no chão, há outra situação: existem pessoas lindas e atléticas que fazem caminhadas junto com seus cachorros e vão deixando a cagada pelo caminho. Quantas vezes eu já tive que desviar do cocô alheio durante a caminhada. Acho isso muito inconveniente, visto que quando vamos caminhar procuramos justamente o local na cidade que tem menos defeitos na calçada e o mais plano possível. Isso tudo para que possamos caminhar tranquilos sem nos preocuparmos se iremos tropeçar ou nos machucar. Mas por causa da falta de educação de muitos a caminhada vira uma caminhada-com-obstáculos, e obstáculos bem nojentos. Cagadanorecolher_thumb10

EU SUPLICO: Pessoas que amam seus bichinhos, não se esqueçam que as vias são públicas e ninguém merece pisar no cocô do seu cachorro. Infelizmente, não podemos obrigar o próprio animal a se educar e recolher sua cáca, nesse sentido, cabe a você – o dono – realizar esse serviço.

Sem contar outras sujeiras que encontramos pela cidade.

mantenha a cidade limpaComo os famosos urinódromos que quase todas as cidades têm.

Alguns homens acham que só porque têm uma torneirinha que podem sair mijando em qualquer lugar e deixando alguns lugares da cidade com aquele fedor insuportável. Quem conhece Belo Horizonte, por exemplo, e já passou nas ruas próximas a rodoviária do centro já pôde desfrutar dessa fragrância peculiar.

Algumas partes do centro do Rio de Janeiro também não fogem a regra.

Aqui onde moro, Montes Claros – MG, também existem esses lugares fedorentos e, normalmente, são os caminhos de pedestre dos viadutos. Terrível.

Por favor, pessoal, existem alguns banheiros públicos por aí, além do mais, acredito que alguns restaurantes ou bares não vão negar que usem o banheiro. Cuidem do cheiro da sua cidade.

E olha que nem vou começar a falar dos rios que viraram e viram esgotos a céu aberto, que deixam a cidade super cheirosa. Smiley nauseado Mas essa parte a gente já sabe que exige uma organização coletiva para cobrar dos governantes uma atitude bacana.

Contudo, eu peço:20f55d8554e054c58c037faac4b57f75

São só alguns pequenos hábitos individuais que devem ser modificados e não vai doer nada.

Hábitos como:

- Levar os lixinhos cotidianos no bolso ou na bolsa até a próxima lixeira.

- Levou os bichinhos para passear, o bichinho usou a calçada como banheiro para número 2, recolha, coloque em uma sacolinha e deposite na lixeira mais próxima.

- Ficou com vontade de aliviar a bexiga, peça socorro no estabelecimento comercial mais próximo. Se o dono achar ruim, explique que é pelo bem da cidade, que você não gostaria de urinar na rua. E seja educado ao usar o banheiro dos outros.

Vamos cuidar da higiene da nossa cidade e assim cuidar da nossa higiene também, pois lixo trás consigo doenças, bichos peçonhentos e outras coisitas.

See u!

sábado, 16 de abril de 2011

Silêncio! Ouço ela vindo.

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Quando eu disser: “Por favor, me deixe sozinha!” Não é o momento correto para você acreditar naquele e-mail idiota que diz que mulheres só dizem isso para pedir que você fique.

Deixe-me só e fique tranqüilo!

Prometo que vou continuar lhe amando, não estou procurando um lugar para me esconder. Nem fugindo de você. Longe e só eu não penso mais em nossas burradas do que quando estamos juntos. Quando quero ficar só é porque preciso de um tempo para ser egoísta, para me livrar dos fantasmas que estão na minha cabeça. E, sinceramente, sua presença constante e impositiva pode se tornar um fantasma.

Eu queria não ter necessidade de ficar só, não queria mesmo.

Sempre achei lindas as historietas encantadas que terminam com “juntos para sempre” ou “felizes para sempre”.

Mas é um equivoco pensar que eu sou uma pretensa princesa. Minhas dores são reais, não acredito na boa senhora que me oferece a maçã [envenenada]. Meus sonhos são estruturais, minha vida é de touro.

Acredite em mim, eu lhe peço!

Eu preciso ficar só.

Lamento por esse pedido com uma dor colossal, mas não há outra maneira de se encontrar se não no silêncio.

O silêncio solitário da noite.

O silêncio que possibilita a escuta.

O silêncio da madrugada habitada por uivos de cães.

O silêncio temido e profundo.

Por favor, me deixe em silêncio, preciso, ferozmente, ouvir as batidas do meu coração.

 

***

“Parem, por favor! Isso dói…” 

[La Maison de Dieu – Renato Russo]

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Política do Lacaio: sobre pseudo-hierarquia

 

A cada dia que passa eu organizo em minha mente as maneiras políticas de se [con]viver. Quem não conhece a famigerada política do favor, em que tudo gira em torno de um toma lá e dá cá?

Banquete, pratos anunciados com trompetes 900

No entanto, arrisco-me a falar sobre a tal Política Lacaiesca que de acordo com meus devaneios de pessoa singela e pensante trata-se da relação estabelecida entre pessoas, atualmente, através de uma pseudo-hierarquia referente a situação social, digo pseudo pelo fato dessa relação entre essas duas pessoas – amo e lacaio – ocorrer entre pessoas que ocupam os mesmos cargos em  um determinada instituição. Contudo, uma delas vê-se por algum motivo inferior a outra e por isso torna-se seu lacaio. Um tipo de servo fiel, que irá fazer o serviço pesado, tapa os buracos e até leva a culpa pelo o quê não fez.

lambe-botas-imagemPor ser lacaio a pessoa recebe um tipo de proteção daquele que ela julga superior. Uma proteção que não é bem um proteger, mas um o ter voz, já que o lacaio se vê como inferior e incapaz projetar a sua própria voz.

E, muitas vezes, enganasse quem pensa que a política lacaiesca é uma demanda do “inferior”, a demanda é do pretenso amo que não consegue viver sem ter uma lacaio ao seu lado, alguém que ele possa vez ou outra humilhar, colocar em posição inferior, exercer sua pseudo-soberania e voltar para casa feliz.

Lacaio bom é aquele que está sempre disposto a ser a agenda, o faz-tudo, o guarda costas do amo.  O pretenso amo não tem amigos, ele é soberano demais para ser amigo de alguém, ele é o mais inteligente, o mais esperto, aquele que saberia fazer tudo, mas prefere evitar a fadiga – na verdade é alguém muito tapado que não consegue colocar uma linha na agulha e por isso cria essa psedo-hierarquia.

Nesse contexto, o pretenso amo pode escolher uma pessoa e a pessoa, muito inocente, achar que aquela relação é uma amizade e que os favores que fez são frutos dessa amizade, porém, em algum momento, ele poderá perceber que está, na verdade, sendo tratado como lacaio. Durante tal percepção, o pretenso lacaio acaba por assustar o pretenso amo, que bruscamente se afasta e trata de destruir aquela relação atual e qualquer tipo de vínculo futuro. Por exemplo: concordar que seria melhor para a empresa que todos começassem a vir de uniforme, se o ex-pretenso-lacaio concordar com isso o pretenso amo vai discordar, comprar a briga sozinho, se necessário, conseguir uma maneira de fazer o ex-pretenso-lacaio se passar por louco, estúpido, desinteligente.

Por isso, tomem cuidado com essa forma política de [con]viver…

E como já dizia uma tia avó: – “Quem muito abaixa a cabeça, mostra o toba!”  Smiley piscando

See u!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quase morte: Sobre saltar.

 

Salvador Dali

O tempo vai, vai e vai… e é sem parar.

Logo fará um ano que eu quase morri. Que estupidez a minha, já quase morri duas vezes e me parece que ainda não me cansei de me aventurar.

Quase morrer é como conseguir, surpreendentemente, saltar sob o tempo. Nunca contei aqui como foi meus últimos minutos de quase morte. Ano passado, dia 16 de abril, eu quase morri. Eu faria 28 anos dia 28 de abril e desde adolescente eu tinha fascínio por completar 28 anos. Um tipo de relação mística que criei como os números, 28 de abril de 82. O número estava o tempo todo a me rodear, ora 28, ora vice versa – 82. A data que eu nasci. Abril é o mês de excelência do outono, para mim é. Então, sempre considerei que eu havia nascido numa quarta de outono, de número 28, de ano 82.

Planejei uma festa, alegre, divertida, que reverenciasse meu melhor ano. Mas 12 dias antes eu me vi em quase morte, sufocando e sentindo que tudo aquilo não iria acontecer, que eu iria morrer aos 27 anos.

E eu sufocava e minha mente dizia:

- Você não pode morrer aos 27 anos, não pode morrer como Janis Joplin, nem como o Jimi Hendrix, nem como o vocalista do The Doors [Jim Morrison – eu não me lembrei do nome dele. =p]. Você tem que fazer 28! RESPIRA! RESPIRA! Me deixa fazer 28 anos, anjo protetor, deixa!

E foi essa a minha batalha mental enquanto eu ouvia minha mãe gritar que eu estava roxa, que ligassem para os bombeiros, que pegassem o álcool. Eu me debatendo de frio, no calor de abril e minha mãe passando álcool nos meus pés, nas minhas mãos, até que os bombeiros chegaram.

Pode parecer divertida a história… A louca que estava morrendo e lembrando de Janis Joplin – e acreditem, eu estava morrendo, não é exagero.

Mas eu resolvi – depois de séculos que não venho aqui – escrever esse post porque eu ouvi uma coisa muito interessante no sábado. Eu estava na aula de pilates, no sábado de manhã [esse não é meu horário regular] e conheci uma pessoa que faz a aula nesse horário, ela é do tipo falante e ela ficou a aula toda conversando, eu fiquei um pouco mais calada para conseguir concentrar nos exercícios e na respiração. Contudo, num momento falamos sobre motivações para fazer o pilates e eu acabei contando sobre a embolia pulmonar. A fisioterapeuta/instrutora de pilates contou para a simpática mulher que eu havia contado sobre a vontade de fazer 28 anos e que eu havia tido a crise da embolia alguns dias antes de fazer aniversário.

Sorrimos, brincamos, pois muitas das pessoas que eu conto essa história acham muito divertido… Ela riu, mas disse:

- “Talvez você quisesse tanto fazer 28 anos porque você já sabia que daquele ponto em diante sua vida iria se transformar, ia ter um salto”.

Ui… eu me arrepiei, a fisioterapeuta se arrepiou… [Me arrepiei novamente ao escrever]. Talvez eu já soubesse, soubesse que eu teria que mudar minha vida, não por uma força externa, mas interna.

Mudar definitivamente os meus hábitos alimentares e emagrecer;

Sair do sedentarismo e me encontrar no pilates – estou amando e já sinto a diferença em mim com apenas 3 semanas de aula;bailarina-saltando

Tomar as rédeas da minha vida novamente, mesmo que eu sinta que voltei a ser um bocado aborrecida-gratuita. Mas desde pequenina eu sou aborrecidinha, eu só havia abafado essa característica um pouco, porque eu achava muito chato.

Talvez seja isso… Talvez essa quase morte seja um salto sutil e harmônico sob o tempo da minha vida.

Smiley piscando

See u!