quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Platônico: Sobre o amor na adolescência.

O Amor Platônico pode ser entendido como “um amor à distância, que não se aproxima, não toca, não envolve. Reveste-se de fantasias e de idealização. O objeto do amor é o ser perfeito, detentor de todas as boas qualidades e sem máculas”. [Wikipédia]

A espera do amor

E é sobre esse entendimento que quero falar hoje.

Quem já vivenciou um amor platônico levanta a mão!! \o/

Pois é, eu já vivenciei esse tal amor platônico, coração partido de adolescente patética. Esse tipo de amor carrega em si uma espera dolorida, uma vontade imensa de ter, mas não temos a coragem de nos arriscar com um golpe repentino.

A não atitude se torna uma ação prazerosa, pois possibilita o sonho, a idealização, romancear com alguém que não existe, mas que juramos que existe e que o único problema é que esse alguém não nos quer – mesmo sem ele saber que não quer. Ficamos presos a juras de amor que fazemos em pedaços de papéis que nunca são entregues.

Amor Platônico

Criamos roteiros para encontros, beijos perfeitos, afagos e reciproca. Seja lá que idade tínhamos quando se vivenciou um amor platônico, naquele instante aprendemos o que é a reciproca. E ficamos, de longe, a desejar a reciproca.

No entanto, como se um anjo bom de alguma maneira nos avisasse, mantemos uma distância de segurança, pois se aproximar demais revela os defeitos e o alvo de nosso amor não tem defeitos. A realidade se faz ausente, o prazer dura segundos de tum-tum-tum’s malucos no peito apertado de quem vê seu amor pela fresta do portão e o sorriso dura o dia todo.

Mas esse silêncio, esse desejar de longe não impede que o alvo tenha vida afetiva. E de repente: CaOs!!!!

Você o vê desfilando por aí de mãos dadas com outra pessoa.

Sua cabeça dói, seu coração se retrai em uma dor inexplicável, você sufoca e acredita que vai morrer de dor.

Ele não tinha o direito! – É o que você pensa. E lá vão rios e mais rios de lágrimas, portas trancadas, músicas melancólicas nas caixas de som com todos os decibéis possíveis.

Olha o que o amor me Faz - Sandy e Júnior.

E dói não ser você de mãos dadas, dói não ter tido coragem para enfrentar o medo e ter arriscado um beijo, dói não poder esbofeteá-la, dói não poder chamá-lo de traidor, dói, dói e dói… E você aprende que o amor é patético e que nele está incluso algum tipo de dor sempre.

E com o tempo, amores platônicos deixam de fazer parte do cardápio e você aprende que se arriscar nem é tão ruim. E que a dor que vem do amor sempre trás consigo um punhado de glamour.

E viva a adolescência e os corações partidos!!!

See u!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Dor da Gente: Sobre expectativas e decepções.

 

Sozinho.

Eu não sei como escrever sobre isso, mas eu preciso.

Existem pessoas que conhecemos por toda a nossa vida, no entanto é como se não precisassem existir. Essas pessoas que se alocam ao nosso arredor e vão sugando a energia da gente, a alegria e a beleza da vida.

Essas pessoas nos mostram que a solidão é amarga e que antes estar mal acompanhado. Contudo, eu, EU MESMA, cansei de estar mal acompanhada, cansei do amor de quem na verdade não ama, mas apenas quer se abastecer com o amor gratuito do outro.

E sinceramente, muitas vezes eu me pergunto qual é a finalidade de familiares se não atormentar e fazer barulho na mente da gente.

A cada dia que passa sinto mais falta do silêncio de uma pessoa prudente e sensata que vivia por perto e de outra sorridente e que tinha o abraço mais bonito do mundo. Talvez eu esteja iludida com elas, talvez não houve tempo para decepção por eles terem ido embora pra sempre. Mas estou certa de que preciso aprender esse silêncio e esse abraço.

A decepção é muito dolorida, ela machuca, entope a garganta e faz arder os olhos. O ar vai faltando, o soluço vai chegando e a vontade é de sumir e se fazer inexistente.

A decepção só existe porque existe a expectativa, eu queria não ter expectativa nunca.

As expectativas que temos sempre são bonitas e agradáveis e quando nos deparamos com a realidade mesquinha e estúpida só nos resta a dor de ter que silenciar, afinal, quem mandou esperar tanto.

Nessas horas é que eu odeio a tal esperança, odeio esperar e odeio tudo que vem junto com qualquer tipo de expectativa, pois as decepções dilaceram e fazem com que fiquemos em um estado inanimado. Flávio Wetten

Eu quero ter ânimo na vida… Quero pessoas que estejam ao meu lado para viver comigo, não para contabilizar os carinhos e descobrir quando é que está saindo no lucro com aquela relação.

Estou falando de mim! Do que eu quero para mim… Não quero me sentir atraída pela solidão, pela tristeza ou pelo modismo da depressão. Não quero adquirir paciência através de calmantes e nem enlouquecer em gritos e xingamentos.

Quero ser respeitada e ter força o suficiente para respeitar quem não me respeita.

E não se engane, gentiliza não gera gentiliza. Talvez gentileza possa ATRAIR gentiliza, mas nem sempre conseguimos reter a falta de educação, a estupidez do outro sendo gentil.

Eu só quero poder ser feliz e sentir saudade de pessoas gentis quando quiser, não quando outros forem estúpidos.

Gordinho lindo [meu pai] – vou morrer de saudades, sempre!

Madrinha – sofro sem seu abraço.

Estejam em paz e se puderem, vez ou outra, mandem um pouco dela para mim.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Vida Arranha: Sobre um amigo.

 

à um amigo só.

SolidãoEu teria muitas coisas para lhe perguntar, queria saber de você, com sinceridade e lucidez, quais foram os fatos que lhe trouxeram até o hoje.

A vida nos arranha desde que nascemos. São empurrões, tapas, puxões e etc., vindos, na maioria das vezes, das pessoas que mais amamos. Daquelas que sempre imaginamos que nunca deveriam nos machucar, nunca. Em alguns momentos nos acostumamos com isso, acreditamos que se não é assim, a vida não é. E isso faz de cada um de nós um solitário. Alguém que não sabe ser dois em momento algum, parece-me que com você não é diferente.

O amor não é só distração, tome cuidado!

Nem sempre inventar uma nova história nos possibilita viver sem arranhões, é costume da vida arranhar. Mas nos recuperamos, lembra? Glóbulos brancos bonitinhos tratam da cicatrização, não precisamos ficar arranhados como um velho disco que ao se arranhar destrói a parte mais bela da música. NÓS CICATRIZAMOS!

Cada um sabe como curar suas feridas, cada um tem sua maneira de aliviar a dor das feridas, mas ficar só não é uma boa opção.

Entenda solitário como o estado em que estamos quando não conseguimos estar com quem realmente está disposto a estar conosco. Quando não estamos com alguém que se envolva e que nos envolva por inteiro. Se estar com pessoas que envolvem sinceramente lhe incomoda muito é porque você está acostumado a ser só e está escolhendo a ser só vivendo dias de superfície.

Bondade e caridade não trazem envolvimento. Bondade e caridade levam ao céu [ou não]. Brincadeiras a parte, caridoso é uma bom adjetivo para “caçadores de recompensa”. Caridade é “disposição favorável em relação a alguém em situação de inferioridade”, é compaixão, pena. Por que se relaciona com quem tem pena de você?

O respeito a liberdade do outro talvez seja a pior desgraça para um relacionamento, seja de amizade ou seja conjugal ou seja fraterno. Em alguns momentos é preciso ter coragem para sacudir o amigo, para dar-lhe na cara com palavras que talvez ele não queira ouvir.Corda da Liberdade

Mas isso pode custar o nosso afeto. Pode proporcionar distancia.

Eu já não sei o que penso sobre isso tudo o que você está vivendo, também não sei se você acredita que me preocupo de verdade. Olha, não duvido da sua capacidade de amar, mas tenho duvidado da sua lucidez.

Não quero ver você se enforcar na tal corda da liberdade em nome de um amor que você diz sentir, porém não me parece real.

Parece um pesadelo, uma loucura, um devaneio que não acaba nunca.

Por enquanto, desejo-lhe, à distância, sorte e lucidez. Tome cuidado!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Let’s dance!

Já que eu perdi o dia com a preguiça encarnada vou postar.

Dançar (verbo intransitivo): 
1.    movimentar o corpo com intenção artística, obedecendo a um determinado ritmo musical, ou como forma de expressão subjetiva ou dramática. [Verbete do Dicionário Eletrônico Houaiss de Língua Portuguesa 1.0]
 

Pilobolus Dance TheaterPilobolus Dance Theater

Há momentos em que tudo que se precisa é de um tipo de movimento surpreendente que sustente a alma.

See u!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

“Mãe, eu tenho amigos [as] gays!”: Sobre o Moralismo

 

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O que eu faço com essa informação? O que eu digo para minha mãe?

Eu não sei mais como viver nesse mundo que faz-de-conta que tudo mudou. As coisas são as mesmas, os erros são os mesmos, o evolucionismo está aí.

Eu vejo a história passando pelos mesmos estágios evolutivos de outrora, eu tenho que esconder-me da vida. Afinal alguém um dia disse e decretou: “Diga-me com quem andas que direi quem és”. Dirá quem eu sou é o caralho!

[Eu estou estupidamente chateada, sorry!]

Quem pode dizer quem eu sou? Quem pode dizer que sou isso ou aquilo a partir do que vê de longe?

Não conheço aquele que julgue só depois que conheceu todos os fatos – estou incluída aí – até porque averiguar todos os fatos é falso, nada é narrado da mesma maneira como ocorreu, nada volta a ter a mesma intensidade, o mesmo choque, a mesma angústia.

Se você me diz: – Se você tem amigos gays é porque você tem tendências que até Deus desconhece! - É porque você não sabe olhar nos olhos, sorrir e se alegrar com aqueles que estão contigo.

Coragem

Eu desconheço a coragem necessária e a energia usada para dizer a um pai ou a uma mãe moralista e cristã que seu desejo sexual é pela mesma genitália que você tem.

Surto… LouCuRa… DrAmaLhãO… Neurose…

Eu não conheço a intensidade dessa informação para uma cabeça moralista/cristã…

Eu desconheço a tensão desse tipo de guerra!

No entanto, essa guerra me rasga, me machuca, me dilacera, pois coincidentemente, ou não, muitos dos meus amigos, pessoas queridas, que amo muito, desejam e saboreiam a genitália semelhante à sua própria. Smiley piscando E eu aprecio o amor entre os casais gays da mesma maneira que aprecio qualquer outro amor, gosto de ver o beijo, o desejo e a volúpia. Ah! A volúpia… Não há nada mais lindo.

Não quero falar de soluções, nem ficar reclamando da idiotice alheia em não respeitar a diferença, esse papo é muito estúpido para o primeiro post do ano [eu não consegui ficar longe daqui, não é?]

Na verdade, eu vim até aqui para desejar que eu continue apreciando o amor e que se você estiver comigo nessa, que você assim como eu, torne o apreciar o amor sinônimo de respeito.

Eu necessito ver as pessoas se abraçando, eu necessito aquietar o coração e cessar o barulho.

Eu necessito de autocontemplação!

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See u!!