sábado, 25 de dezembro de 2010

Que seja Rock’n’Roll!

 

Row Row Row… Um Final de ano Rock’n’Roll para todos vocês.

rock-n-roll

Eu não poderia encerrar o ano sem vir aqui. Desejo a todos vocês e para mim mesma um novo ano bem Rock’n’Roll…

Daqui a pouco estou indo para o rock. Beber e começar a me livrar das frustrações do ano de 2010, exorcizar esse ano que foi horroroso, cansativo e choraminguento.

Quando eu desejo um ano Rock’n’Roll eu quero dizer que desejo um ano cheio de novidades, grandes saltos e energia, para gritar quando sacanearem com o seu dia e para silenciar e contemplar um bom solo de guitarra. Liberando energia negativa e gerindo energia da boa.

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Divirta-se muito no final desse ano e acumule energia da boa para o próximo. Eu já começo o novo ano com várias coisas para fazer, a qualquer momento eu volto no próximo ano. Aguarde e confie.

Feliz Virada!

 

See u!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Escrever-por-escrever

 

Eu sempre gostei de escrever. Começou a ficar intenso demais dos 13 anos em diante. Escrevia, escrevia… Muitas vezes textos reclamativos. Que reclamavam de mim, internamente e do meu ao-redor!

Escrever um blá-blá-blá sem fim, como eu faço na maioria das vezes aqui, é fácil. Não tem rigor, é apresentação de palavras que contam aos leitores coisas novas ou repetidas. 1384098322_f6d0d9ac51_o

No começo, quando eu tinha 13 anos, eu sonhava em escrever com a máquina de escrever. Achava lindo. Tanto que com uns 15 anos eu fiz o curso de datilografia.

Sim!! Eu digito com os 10 dedos. Mais bonitinho… E dou porrada no teclado do computador também, quem aprende a digitar datilografando cria um hábito de socar as teclas.

Escrever sempre foi um ato romântico para mim. Esse aspecto só se perdeu quando entrei para a academia e comecei a escrever artigos, ensaios e monografia – apesar que quando escrevo ainda me sinto a mesma romântica.

Minhas palavras expressam um idealismo, uma vontade, uma ânsia: desejo de mudança. Eu não sou extremamente mutável, mas anseio pela mudança, considero a mudança valiosa.

Mas hoje escrevo para dizer que vou acabar dando uma pausa por aqui. Preciso escrever em outros papéis, com palavras que se distanciam um pouco das que apresento aqui, preciso escrever ensaios e ensaios. Preciso ensaiar outras escritas. Infelizmente não ganho a vida sendo blogueira – não acharia ruim. O blog é apenas uma brincadeirinha, um lugar para depositar algumas palavras que não se bastam ao serem ditas, precisam se materializar na escrita.

Assim que aparecer um tempinho eu volto! Creio que não demoro muito.

Sugiro algumas [re]leituras de postagens passadas:

Os meus contos - aqui;

Da fidelidade conjugal à Violência: Manutenção da Subordinação;
Flanelar a Foda!

Poeminha: Sensualmente Curto.

Algumas das postagens que mais gosto!

See u!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

“Flores de Plástico não morrem”.

 

caovadio11022004

A necessidade de ter alguém que seja seu que seja igualzinho a você é de plástico.

Sabe, coisas de plástico passam uma idéia de perfeição. A artificialidade é perfeição.

Tudo isso me faz lembrar uma historiazinha que vivi com minha sobrinha – que hoje tem 15 anos – quando ela tinha por volta de 8 acerolaanos de idade. No quintal de casa tinha um pé de acerola e ela amava chupar acerola [mesmo as azedas] e eu encontrei uma linda, grande, vermelha e brilhante: perfeita.

Colhi e levei de presente para ela. E ela disse: – Essa parece de plástico, tia Cá.

E foi uma viagem. Porque a perfeição se assemelha ao estado inânime do plástico? Porque a beleza plena não pode ser vida plena com suas imperfeições?

Viajei bastante no dia e me lembrei agora. img

E vejo muitos casais ou pessoas por aí viajando na artificialidade da perfeição de plástico. A busca por alguém que seja exatamente igual a você, a buscar por pessoas que pensam igual a você, que se guie pelo mesmo sistema moral, que se empolgue com as mesmas coisas, que fique triste na mesma intensidade, isso tudo é plástico.

Plástico que não tem vida e por isso não morre. Há quem diga que o saco plástico que você pega no supermercado e depois joga no lixo – se não for reciclado – ficará na natureza por pelo menos 450 anos. comparando a média de vida humana isso é uma eternidade. Nesse sentido eu até posso dizer que a artificialidade do plástico é eterna.

Vida de plástico não existe. Mas muitas pessoas preferem não existir a ter que enfrentar as imperfeições, os dramas, as diferenças que surgem na convivência de carne, não de plástico.

media-35183-127993A vida de plástico poupa trabalho:

Flores de plástico não precisam ser trocadas;

Sacolas, copos, pratos de plástico não precisam ser lavados.

Eu vejo uma relação de descarte fácil entre os homens e o plástico. Não nos apegamos muito a coisas de plástico. Então porque nos apegaríamos à relações de plástico?

Eu não sei quão confortável pode ser enfeitar uma casa com flores de plástico, mas na minha casa eu quero um jardim e flores que morrem.

=D

See u!