domingo, 26 de setembro de 2010

Das Diferenças: Brigar e Dar Porrada.

 

Preparando uma aula de sociologia sobre movimento feminista para a galerinha do 3º ano do ensino médio comecei a pensar em exemplos para falar sobre comportamento feminino e comportamento masculino visto como padrão. Daí pensei em falar um pouco sobre violência doméstica, patriarcado, dominação masculina e deu certo. Durante a aula chegamos até o fato de o homem falar tanto de brigas, de ficar se gabando sobre dar porrada e etc. e tal.

briga

E chegamos à um tipo de “normalidade” em brigas masculinas que seria: homem quando se sente ofendido por outro homem ele dá porrada; pensa em subjugar o corpo, em destruir o físico do outro, em dar porrada até ver o outro homem sem condições de sair do chão, muitas vezes saem em grupo, para destruir o outro rapidamente e evitar a possibilidade que ele saia machucado e tenha que admitir que ele também apanhou durante a briga. Dentro desse tipo “normal” fica evidente uma necessidade de exercer poder sobre o corpo do outro, em silêncio. A humilhação do outro vai ocorrer quando o corpo do outro receber olhares e puder ser constatado que ele é mais fraco do que alguém.

Mas aí pensamos: Mulheres também brigam. images

Chegamos também à um tipo de “normalidade” em brigas femininas, em que as mulheres costumam gritar, evidenciar enquanto brigam o motivo da briga, coisas do tipo: - “Vagabunda! Você vai aprender a não mexer com o homem de outra”. Então o ataque não é tão físico, é uma bagunça e um barulho que destrua a moral da outra, destrua a sua ‘imagem’, que evidencie que aquela com quem brigo merece ser estigmatizada, mantida longe do grupo, pois ela não merece confiança, é indigna e amoral. É, portanto, uma agressão moral.

A mulher não quer provar que é mais forte fisicamente do que a outra, que tem mais capacidade de subjugar o corpo da outra, mas quer que seu círculo social conheça o motivo que levou a esse ato.

Chegamos a conclusão na sala de que até a construção social sobre como se deve brigar depende de com qual sistema reprodutor nasceu. Meninos vão aprender socialmente a “brigar como homem” e as meninas vão aprender a não brigar, pois isso é coisa de meninos. Cheguei a ouvir em sala que achavam que não, que era biológico mesmo e que brigar era como um instinto do homem. Instinto?? Eu sou uma aspirante a antropóloga, não venha me falar sobre atitudes instintivas. Nem sempre o homem briga sozinho, algumas vezes briga em bando. E muitas vezes só conseguem subjugar o corpo do outro homem se estiverem em bando, se não também apanharia muito. Então as mulheres também poderiam aprender a dar porrada em grupo, ligar para as amigas para pegar a “vagabunda” em um beco qualquer e destruir seu belo rostinho (isso eu nunca vi e nem nunca ouvi falar entre mulheres), mas não, as mulheres ainda preferem o escândalo, o gritar para todos o porquê de estar estapeando a outra.  Aí sim, quando a outra passar no meio de todos vai saber que a outra venceu, pois quem a olha diz com os olhos “vagabunda! Mereceu a surra que levou”, mesmo se a “dona da briga” tiver apanhado mais.

Normatividade das atitudes de homens e mulheres é algo que constantemente me atrai. Muitas vezes tenho muita pena dos homens, pois minha reflexão me leva a crer que o fardo normativo pelo qual eles passam são muito mais pesados do que o fardo normativo da mulher. Mas eu acredito que isso está mudando e [re]mudando. Espero que eu possa presenciar um período bacana, às vezes eu sinto que está próximo, porém depois eu penso que está tão longe de acontecer.

Eu gosto de reinventar!

Smiley piscando

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Glee de volta, IuPi!

Desculpem-me, leitores que não acompanham a série Glee. Eu gosto muito e ela está de volta com a segunda temporada e eu resolvi postar sobre isso.

Glee é uma série divertida, com um roteiro meio Hight School Music, mas uma versão com uma pitada de bullying. Não vou ficar explicando o que é, pra isso existe o famigerado Wikipédia, se quiser saber a sinopse de Glee dê uma olhadinha lá.

No primeiro episódio da segunda temporada de Glee apareceram dois novos cantores, eu não sei se vão continuar como personagens fixos ou se estão apenas de passagem.

A primeira personagem nova que apareceu foi a Sunshine Corazon, uma mini-menina asiática de um tipo que eu classifico como “eu sou um desenho animado” – essa galerinha new generation com um visual super misturado. Essa aí mesmo parece que misturou o visual da chiquinha da turma do chaves com o visual da Hanna Montana. Fica legal… ou será que fica Cool? Smiley piscando

Rachel and Sunshine Glee

Sunshine e Rachel cantam Telephone de Lady Gaga (feat. Beyonce) de uma maneira bem divertida, apesar da evidente irritação da Rachel com o talento gigante da novata, esta parece se divertir com a situação.

Tem um novo garoto também, o Sam Evans, um garoto bocudo, loiro com um corte do tipo Justin Bieber que canta junto com o Artie e os outros meninos ‘New Directions’ a música Billionaire de Travey Mccoy (feat. Bruno Mars). O mocinho parece estar mais preocupado com a popularidade e o lugar ao sol no time de futebol do que com a música, será um novo Finn?

E a música é legalzinha, eu não conhecia!

Sam Glee

E tem mais, esse menino me trouxe uma imagem de momentos da minha vida de quando eu tinha por volta de 14 anos.

Naquela época me apaixonei absurda e platonicamente por um menino (pela primeira vez) que era – porque o cara já passou para o lado de lá. Sim! Eu sou um tipo de viúva platônica, eu ainda estava platonicamente apaixonada quando ele morreu em um acidente de carro – a mesma coisa de ver esse sujeito aí. Essa boca enorme e vermelha, cabelos compridos na cara também, mas não nesse estilo loiro-corte-justin-bieber. Se o menino tivesse o cabelo preto acredito que seria até difícil voltar a ver a série. Tem coisas que acontecem na vida da gente que parecem que sempre machucam.

Ah! Tirando o “coisas que sempre machucam”, olhar para esse menino e identificar minha platônica paixão adolescente nele me fez ver que eu tinha um gosto esquisito pra caralho. Não que eu não continue tendo – My baby is freak Smiley mostrando a língua. Eu nem beijei o sujeito, mas com essa boca toda era capaz de me super sufocar e olha que minha boca nem é tão pequena.

Enfim, estou feliz com o retorno de Glee, alguma distração para a minha semana que está cada vez mais cheia de compromissos. But… I like it!

See u!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Da Monotonia: Paixão sem Fôlego

 

monotoniaemescultura

Eu fui adolescente lendo revista Capricho, Atrevida e Manequim [minha mãe é dada a costuras – eu apenas aprendi a remendar]. Em quase toda revista de público feminino tem alguma matéria que ensine a acabar com a monotonia no relacionamento. Melhorar o sexo é a primeira coisa a se fazer, sempre. Apimenta daqui, cria uma surpresa dali. No fim, volta a monotonia. É porque falta sempre algo.

Eu tenho suspeitas de que desejar sem ter ou ter sem estar segura de que é seu é muito mais excitante do que ter ou estar segura que tem. Suspeito de que há a necessidade de descobrir o que está escondido, de ansiar por algo que não sabe o que é.

Não estou fazendo apologia a não se apaixonar, a viver a vida louca da solteirice. Estou trancafiada no coração de alguém e tenho alguém trancafiado no meu coração, não posso me dar ao luxo de ser tão babaca. =p

Só que quando ficar na prisão se torna confortável demais vem a saudade do se debater, de ter algo com o que lutar, das briguinhas chatas que se encerram em uma noite quente de sexo, do inconformar com alguma característica que deveria ser diferente, das decepções que são normais, pois sempre criamos ilusões em cima de algumas características do outro que na realidade não existem.

A paixão continua a queimar no peito, o suspiro ainda é o mesmo quando se tocam, mas e a carne quente, cadê?

E o sacolejo e a luta, disputa por dominação? A aventura que está contida em desbravar um mundo novo? Índio pacificado não tem tanta graça. Eu gosto é de canibalismo, escalpo e sangue escorrendo pelos lábios.

Há quem diga que existe o inferno astral e o paraíso astral, em um tudo conspira a favor, no outro tudo conspira contra. Eu devo estar vivendo um tipo de purgatório astral, pois sinto tudo muito sereno, muito calmo, silencioso, purificando. Logo em seguida deve vir o barulho, o estrondo, a batida do bumbo, a marca.

Sinto falta do sacolejo, mas preciso de mais tempo nessa monotonia.

Não entendeu nada?? Nem eu… Mas eu gosto mesmo é do inacabado.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Assim Disse:

QUERO UMA MULHER PERDIGUEIRA

Fabrício Carpinejar

A mulher perdigueira sofre um terrível preconceito no amor.
Como se fosse um crime desejar alguém com toda intensidade.
Ela não deveria confessar o que pensa ou exigir mais romance.
Tem que se controlar, fingir que não está incomodadda, mentir que não ficou machucada por alguma grosseria, omitir que não viu a cantada do seu parceiro para outra.
Ela é vista como uma figura perigosa.
Não pode criar saudade das banalidades, extrapolar a cota de telefonemas e perguntas.
É condenada a se desculpar pelo excesso de cuidado.
Pedir perdão pelo ciúme, pelo descontrole, pela insistência de sua boca.
Exige-se que seja educada. Ora, só o morto é educado.
O homem inventou de discriminá-la. Em nome do futebol. Para honrar a saída com os amigos. Para proteger suas manias. Diz que não quer uma mulher o perseguindo. Que procura uma figura submissa e controlada que não pegue no seu pé.
Eu quero. Quero uma mulher segurando meus dois pés. Segurar os dois pés é carregar no colo.
Porque amar não é um vexame. Escândalo mesmo é indiferença. [...]

pen


Meus amigos reclamam quando suas namoradas o perseguem. Lamentam o barraco do ciúme, a insistência dos telefonemas para falarem praticamente nada, o cerceamento dos horários.
Sempre as mesmas tramas de tolhimento da liberdade, que todos concordam e soltam gargalhadas buscando um refúgio para respirar.
Eu me faço de surdo.
Fico com vontade de pedir emprestada a chave da prisão para passar o domingo. Acho o controle comovente. Invejável.
Não sou favorável à indiferença, à independência, ao casamento sartreano. Fui criado para fazer um puxadinho, agregar família, reunir dissidentes, explodir em verdades. Duas casas diferentes já é viagem, não me serve.
Aspiro ao casamento pirandelliano, um à procura permanente do outro. Sou um totalitário na paixão. Um tirano. Um ditador. Não me dê poder que escravizo. Não me dê espaço que cultivo. Não me eleja democraticamente que mudo a constituição e emendo os mandatos.
Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar de uma ideia ou de uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos e odeie qualquer amiga que se aproxime. Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu. Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la. Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez. Que feche meu corpo quando sair de casa, que descosture meu corpo quando voltar. Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar. Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando.
A mulher que ninguém quer, eu quero. Contraditória, incoerente, descabida. Que me envergonhe para respeitá-la. Que me reconheça para nos fortalecer.
A mulher que não sabe amar recuando e não tolera que eu ame atrasado. Que parcele em dez vezes seu dia, que não pague a conversa à vista na hora do jantar, que não junte suas notícias para contar de noite como um relatório. Admiro os bocados, as porções, as ninharias. Alegria pequena e preciosa de respirar rente ao seu nariz e definir com que roupa vou ao serviço.
O amor é uma comissão de inquérito, é abrir as contas, é grampear o telefone, é cheirar as camisas. É também o perdão, não conseguir dormir sem fazer as pazes.
O amor é cobrança, dor-de-cotovelo, não aceitar uma vida pela metade, não confundi-la com segurança. Exigir mais vontade quando ela se ofereceu inteira. Enlouquecê-la para pentear seus cabelos antes do vento. Enervá-la para que diga que não a entende. E entender menos e precisar mais.
Quem aspira ao conforto que se conserve solteiro. Eu me entrego para dependência. Não há nada mais agradável do que misturar os defeitos com as virtudes e perder as contas na partilha.
Não há nada mais valioso do que trabalhar integralmente para uma história. Não raciocinar outra coisa senão cortejá-la: avisá-la para espiar a lua cheia, recordar do varal quando começa a chover, decorar uma música para surpreendê-la, sublinhar uma frase para guardá-la.
Sou doido, mas doido varrido. Bem limpo. Aprendi a usar furadeira e agora entro fácil em parafuso. Quero uma mulher imatura, que possa adoecer e se recuperar do meu lado. Uma mulher que me provoque quando não estou a fim. Que dance em minhas costas para me reconciliar com o passado. Que me acalme quando estou no fim do filtro. Que me emagreça de ofensas.
Não me interessa um tempo comigo quando posso dividir a eternidade com alguém.
Quero uma mulher que esqueça o nome de seu pai e de sua mãe para nascer em meus olhos. Em todo momento. A toda hora. Incansavelmente. E que eu esteja apaixonado para nunca desmerecê-la, que esteja apaixonado para não diminuí-la aos amigos.

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Ao Fabrício Carpinejar:

- Me leva pra sua casa??? Tenho muitos cadeados.

HaHaHaHaHaHaHa…

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O Falo e o Carro: das irritações.

Sinceramente, não tem coisa que me irrite mais do que essa relação do homem com o carro. Ou mais especificamente, com o som do carro.

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O diabo do homem compra um carro e entope o porta-malas de auto-falantes e liga um funk, ou um pagode, um axé, um sertanejo bem fuleiro e dá-lhe rua.

- Owww! Desgraça, você vai ficar surdo!!

- heimmmmm??

Não há nada que você diga que convença a misera a abaixar o som e sair por aí disparando alarmes dos outros carros, vibrando as janelas das casas, um terremoto ambulante e é bem isso que ele quer ser.

- Venham e vejam como eu sou um ciborgue bem potente.

Donna Haraway que me perdoe, mas que tipo de ciborgagem mais filha-da-puta! O carro como extensão do próprio homem, pode ser visto sim como uma aprimoramento das suas capacidades de deslocamento e velocidade, mas daí conferir a essa extensão um aspecto de aprimoramento do desejo. Uh! Tenso demais.

Tenso porque eu não sou obrigada mesmo a ter que conviver com toda essa barulheira, ainda mais sendo barulho de má qualidade, porque não tem um sujeito desses que ouça uma música interessante [que vai virar barulho do mesmo jeito]. Eu já disse que eu sou uma velhinha quando se trata de barulho, já passei da fase de ouvir a música gritando em meu ouvido. carros-saiba-como-economizar-combustivel-cidade-08-180x135-br

E deixa eu contar um segredinho para vocês, homenzinhos que gostam de som para carros, eu e mais zilhões de mulheres não sentimos tesão em barulho. NÃO MESMO!

E tem mais, a extensão masculina do “deseje-me” pode ser vinculada a marcha do carro também.

A marcha permite que você desenvolva o veículo, se você precisa de mais velocidade você muda a marcha e Tchanam! olha você metendo bronca. Pois bem, quem de vós, mulherzinhas, sentadas no banco da frente ao lado do motorista, nunca sentiu uma cutucada nas pernas na hora que o cara está passando a marcha. Quantas vezes eu vi a mão espalmada na marcha. Hoje eu ainda as vejo quando preciso sentar no banco ao lado do motorista em viagens a trabalho. Minha vontade é dizer logo: – “Quer pegar na coxa? Pega logo, capeta! Talvez assim nas próximas viagens eu não tenha que ficar levando cutucadas”.

Tá certo que eu tenho muita coxa e que é quase inevitável que rocem em mim quando vão mais adiante com a marcha, mas mãozinha aberta para passar a marcha? Não tem justificativa senão dar uma cutucada. De verdade, cutucadas com a mão espalmada só colam quando a gente é menina-moça de uns 15 anos e apaixonadas, aí qualquer encostadinha faz surgir um suspiro e estampa um sorriso no rosto. Mas com mulher, brega demais.

É só porque eu precisava dizer que eu fico irritada, levemente irritada, porque eu estou exercitando a leveza. =p

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Conto nº 4 - Do desejo assexuado

sofá velho2

Hoje é dia de diversão, por enquanto estou aqui sozinho, mais um pouco ela chega, estou um pouco ansioso. Estou cansado, solitário, precisando de dedos femininos entre os fios de meus cabelos.

Ela é linda, sabe! Do tipo boa. Muito boa. Ela vem com outros amigos, não tive coragem de convidá-la sozinha.

A campanhia toca, abro a porta e lá estão eles. Ela vem com aquele sorriso largo, que lindo sorriso largo. Um abraço e eu já posso sentir o tanto que ela gosta de se doar, doa sorrisos, doa decote, doa formosura.

- Caralho! Como não desejar essa mulher.

Risos no sofá, amizade de anos e tudo que eu posso ser é um amigo. Sentei-me do lado dela com o violão, canto olhando em seus olhos e ela não desvia o olhar. Parece aceitar que canto para ela. Eu sinto-me mergulhar naqueles olhos. Fim da cantoria. E eu deito em seu colo, ela coloca seus dedos entre os fios de meu cabelo.

Eu precisava apenas que ela dormisse comigo, ao meu lado, sem sexo, sem saliva, só fios de cabelo e dedos.

Desejei. Desejei que ela aceitasse dormir comigo e que acreditasse que não se tratava de um convite para sexo. O que eu queria era mais profundo, mais intenso, mas explosivo do que qualquer coisa que poderia existir em uma noite de sexo sem amor, eu queria sua alma a me esquentar. Eu queria seu coração em sintonia com o meu, eu queria dormir protegido pelo seu carinho.

Enquanto ela acariciava meus cabelos eu pude imaginar nosso acordar no outro dia, como seria aconchegante acordar e ver aqueles olhos cuidadosos, como seria bom tê-la perto de mim.

Quis cantar uma última música, um convite cantado para ela e eu disse olhando em seus olhos “Vem meu amor, vem para mim, me abraça devagar, me beija e me faz esquecer”. Seus olhos disseram de algum modo “SIM!”

E continuou o cafuné. Até que é chegada a hora de partir, ela se foi, deixou um beijo no meu rosto, um abraço aconchegante e em meu rosto uma expressão de “bem que se quis”.

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Só um esclarecimento sobre esses textinhos meus que eu chamo de “conto nº **”, eles sempre estão na primeira pessoa e o eu é masculino. Eu gosto de escrever esses textos/confidências com a voz masculina e com sentimentos sensíveis. Só para fragilizar o masculino e normalmente é inspirado em algum momento que eu vi de fato acontecer. Mas com um quê de delírio meu, visto que estou imaginando o que poderia estar passando na cabeça do ser masculino da cena. Meio ficção, meio real.

=D

domingo, 5 de setembro de 2010

[Entrevista] Primeirinha.

Estou começando com mais um espaço no meu blog. Entrevistas com pessoas com que convivo e considero interessantérrimas.

E começo com a Déb., ela tem um blog [http://osexoeasmulheres.blogspot.com] mas nós nos conhecemos extra-vida de blogueira e a culpa foi do jogo hospedado no facebook, o FarmVille. Viva o FarmVille. \o/

A entrevista é de entrevistadora principiante, por isso já aviso que quando eu estiver mais esperta nisso ela passará por aqui novamente. E é do tipo entrevista rápida mesmo, para ninguém ficar com preguiça de ler tudo. HiHiHiHi…

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Cassi: Quem é você?

Deb.: Sou uma trabalhadora autônoma, de alma pecadora, mas bem-intencionada.

Cassi: Você usa óculos?

Deb.: Deveria, mas deixo pra lá.

Cassi: O quê você lê?

Deb.: Boa literatura, basicamente. De Machado de Assis a Abilio Estévez, de Flaubert a Bukowski.

Cassi: O que você faz no ciberespaço?

Deb.: Me mantenho conectada a amigos, escrevo o blog, acompanho blogs que me interessam, leio notícias e assisto muitos vídeos de música.

Cassi: Qual são os rótulos que lhe dão?

Deb.: Rótulos? Já ouvi muita coisa. Perfeccionista, hiper-exigente, tarada, pornógrafa (esse ouvi da minha própria mãe... hehe) ... chata, crítica, idealista...

Cassi: Quais são as coisas que você faz socialmente?

Deb.: Sair com amigos para bares & bebidinhas & conversas ou, meu programa preferido, para ouvir boa música ao vivo.

Cassi: Onde ficam os seus segredos?

Deb.: Guardados a sete chaves.

Cassi: Quando na sua vida você precisou ser mulher de verdade?

Deb.: Sempre, em minha vida adulta.

Cassi: Você faz sexo com o quê?

Deb.: Com o corpo, com a cabeça... e sempre que possível, com a alma.

Cassi: Acredita na fragilidade feminina?

Deb.: Acredito em momentos de fragilidade. Que os homens também podem ter, mas aos quais nós somos mais sujeitas... ou nos permitimos mais... ou exibimos mais. De resto... não, não acredito.

Cassi: Acredita na força masculina?

Deb.: Minha resposta para essa pergunta seria a imagem invertida da resposta anterior... Eles são educados para manter, ou pelo menos aparentar, essa força. Também não acredito nela não. Não acredito nessas dicotomias.

Cassi: Diga alguma coisa que você acha que a população do seu sexo oposto precisa saber.

Deb.: Que mulher NÃO É tudo igual. E que as mulheres que eles santificam não são santas... e que as que eles usam não são objetos.


(***)

Obrigada Déb. linda… Foi um prazer enorme começar por você. Smiley piscando

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Blá-Blá-Blá

Aí no lado esquerdo da tela tem um novo espaço:
Blá-Blá-Blá de Mulherzinha.
Fiz duas auto-entrevistas, uma baseada em perguntas realizada no programa Provocações do Antonio Abumjara, que eu acho fenomenal, o melhor programa de entrevista que existe e a outra baseada no Bate Bola, Jogo Rápido! da Marília Gabriela, porque ainda a considero uma mulher interessante. Eu tentei fazer uma baseada no Jô Soares, mas ele é tão específico que eu nem saberia qual o foco que ele daria em uma entrevista realizada comigo. HiHiHiHi...
Gostaria que vocês conhecessem o espaço.
Ah! Disponibilizei também o meu trabalho monográfico, me orgulho muito dele, foi ali que nasceu a sementinha da antropologia, me permitindo chegar até aqui e saber que esse será sempre o meu primeiro filho. Foi suado para parir. Ai ai...
Então, fica-a-dica.
See u!