sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Calcinha.

 

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No dia do #ligerieday no twitter um dos meus amigos que me segue no referido miniblog veio me perguntar por que eu não havia aderido ao #lingerieday, que ele achava uma injustiça que nenhuma das amigas dele tinham aderido e que ele gostaria de ver. ;)

Entrei no clima da brincadeira e fiz essa foto aí, afinal eu cresci disparando a máxima “calcinha é pano, besta quem tá olhando!” Mas depois fiquei pensando, calcinha realmente não é só pano. Se fosse só pano não teríamos tantos marmanjos em busca de ver a calcinha, de ter a calcinha, de cheirar a calcinha e etc e tal.

Uma vez eu fiquei com um cara, nem rolou sexo de fato, só um ronçar e ele enfiou a mão dentro da minha calça segurou a minha calcinha com força e disse: “Me dá?”, fiquei um pouco confusa e disse “me dá o quê?” E eu bem achando que ele estava querendo fuder, mas perguntei para tirar a dúvida. E ele disse “a calcinha!” Comecei a rir, foi inevitável… Eu tenho dessas de achar super engraçado alguns fetiches, mas não acho ruim que tenham, é divertido.

Fiquei pensando nisso no dia que tirei a foto para o #lingerieday e coincidentemente, no mesmo dia, fui para casa de um casal de amigos, comer beiju e lá, durante a conversa, soube que o irmão de um daqueles que ali estavam, que eu conheço também, faz coleção de calcinha tamanho P. E perguntei, lembrando da história do “me dá?”, se ele pegava as calcinhas das meninas que ele ficava – se bem que seria estranho ele dizer “Sua calcinha é P, se for, vc me dá?” HiHiHiHi – e me disseram que não, que ele compra, alguns amigos que já sabem da coleção levam de presente, enfim… Ele coleciona a peça mesmo.

A calcinha é, inevitavelmente, um fetiche. Ver a imagem de uma mulher de lingerie pode ser muito mais estimulante do que ver a imagem de uma mulher nua. Talvez seja porque temos esse desejo pelo descobrir, o desejo de ver se revelar, o aguçar, a curiosidade.

Pois bem, agora eu já sei, nada de ensinar para a minha filha a máxima “calcinha é pano, besta quem está olhando!”, porque é bem provável que o coleguinha vai chegar em casa e tocar uma para a menina. HaHAHAHAhAHaAhaHAHa..

Ah! E eu não dei a calcinha não. Era uma das minha preferidas…. =p

domingo, 25 de julho de 2010

Sobre o esforço em si.

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Há algum tempo eu sonhei com vários pássaros azuis entrando pela janela do meu quarto e fazendo uma alvoroço só. Piavam… voavam… se agitavam ao redor de mim e eu ficava lá, deitada na cama olhando para eles, tão livres e barulhentos, parecendo querer me dá algum tipo de sinal, no fim do sonho eles saem pela porta porta do quarto e eu acordei. Talvez fosse um convite para o azul, mas naquela época eu estava sem forças… Por outros motivos, aquele tipo de motivo que lhe deixa sem motivação.

Fiquei incomodada um bom tempo com os pássaros azuis que pareciam ter me trazido um convite. Estupidamente não aceitei o convite. Hoje foi um dia que começou bem azul, o primeiro dia que aceitei o convite, descobrir o azul é sempre descobrir uma imensidão.

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Oceano e céu se encontram em uma imensidão azul. E por ter aceitado o dia azul que foi hoje eu mergulhei numa imensidão que me deixou perdida dentro de mim. Como uma Alice que cai dentro de si mesma e fica muito confusa com o que encontra lá dentro. É um mundo de fantasias, de ilusões, de realidade malucas e dancinhas inimagináveis. E já não se sabe mais o que fazer quando se encontra ali.

"Gatinho de Cheshire", começou, bem timidamente, pois não tinha certeza se ele gostaria de ser chamado assim: entretanto ele apenas sorriu um pouco mais. , "Acho que ele gostou", pensou Alice, e continuou. "O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?"

"Isso depende muito de para onde você quer ir", respondeu o Gato.

"Não me importo muito para onde...", retrucou Alice.

"Então não importa o caminho que você escolha", disse o Gato.

"...contanto que dê em algum lugar", Alice completou.

[Lewis Carroll]

E assim um dia pode ficar completamente louco. Você sem saber para onde deve ir, se realmente qualquer caminho serve, mas com uma leve impressão de que sabe onde quer chegar. Queria ter um botão para desligar um pouco, acionar o stand by.

E durante o oscilar na imensidão a única coisa que consegui concluir é que eu não sou aquilo que podem ver. Sou completamente diferente... E muitas vezes não permito nem a mim mesma me conhecer.

No entanto, mesmo doendo um pouco, ainda estou disposta a aceitar o convite ao azul. Mesmo que no fim do dia a cabeça esteja doendo, o corpo fraco e os olhos cansados.

Eu preciso me permitir mais…

sábado, 24 de julho de 2010

Além do Arco-Íris!

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Quando eu era jovenzinha o arco-íris apenas representava prosperidade, a possibilidade de encontrar no fim do arco-íris o grande pote de ouro. Hoje o arco-íris tem outro aspecto simbólico, a luta pela igualdade, pelos direitos sexuais e a política do corpo.

Hoje eu quero falar sobre o arco-íris de quando eu era jovenzinha. O arco-íris que ao aparecer no céu vinha trazer a esperança que depois da tempestade o sol volta a aparecer. Que não vivemos em um vácuo, que há diante de nós existências que só se revelam em momentos especiais. Esse é o espírito do arco-íris.

“Além do arco-íris
pode ser
que alguém
veja em meus olhos
o que eu não posso ver”.

[Versão em português da música de Harold Arlen]

Sinto que está chegando o momento do arco-íris na minha vida, o momento em que começa a ficar visível o invisível, o que sempre esteve ali e por inúmeros motivos eu não conseguia enxergar. Seria ideal que conseguíssemos ter essa consciência quando a tempestade começasse, mas tempestades são imprevisíveis e talvez você tenha saído com sua melhor roupa esperando por um dia lindo de sol. Ninguém sente-se confortável em ser surpreendido com uma tempestade escura, cheia de relâmpagos e trovões. Nesse momento ninguém se lembra em dançar na chuva, ninguém se lembra que depois o sol virá. Só se pensa no dia que foi perdido, na roupa que foi suja, no perigo que se corre no meio de coriscos. A tempestade vira uma guerra pessoal, sou eu contra ela. Mas no final quem ganha é ela e só me resta a frustração.

Que venha o arco-íris e já vou anotar no meu caderninho: “Lembrar que depois da tempestade o sol volta a aparecer”, afinal, eu moro em Montes Claros – MG, não em Londres – ENG.

=D

Um brinde ao Arco-Íris.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eu amo Compras!!!!

I loveeeeee Shopping! Quem não gosta, não é!?

Eu acho que os homens adoram também, mas não admitem tanto quanto uma mulher.

E quando a gente vê a palavrinha “Promoção"!” pintada no vidro da loja? Nossa! É capaz até de ter taquicardia se não puder levar uma Compras_(_mulher_com_sacolas_-_bem_colorido____)mínima peça.

Eu sou quase-compulsiva com livros, bolsas, cds e calçados. Mas a compulsão maiorzinha  mesmo é com livros. Fico louca…

É engraçado como é evidente os ganhos que o comércio teve com a revolução feminista. HiHiHiHi… Eles deviam patrocinar mais as lutas que ainda estão por aí. Pois se a mulher tem mais poder aquisitivo e mais auto-estima elevada ela compra meeeessmo… Até para curar uma tristezinha boba, dá-lhe compras.

Li ali uma matéria sobre o poder de compra das mulheres que diz: “A nova realidade do mercado nos traz um dado inquestionável: as mulheres consomem muito mais que os homens e ainda influenciam na decisão de compra deles. Por isto, é essencial que as empresas e os profissionais de vendas aprendam a lidar com estas poderosas e exigentes consumidoras.” (Ver em http://migre.me/ZsdP )

Exigentes mesmo, não sei se todas as mulheres são assim, mas as que eu já vi fazendo compras sempre revistam a peça toda antes de pagar por elas, eu mesma tenho essa mania, se for uma bolsa eu abro, fecho, olho o acabamento e tal e tal… Se tiver qualquer defeitinho eu não compro, nem com desconto.

Super chata! =p

Enfim, quando se volta para casa com o peso das compras parece que os ombros chegam mais relaxados. HiHiHiHi…

Vamo que vamo trabalhar! Só ganhando para poder gastar…

Cadeirantes e o Acesso ao Bus.

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Quem acompanha o blog sabe que sou “motoqueira” e que estou proibida de pilotar por causa da fragilidade que medicamento que estou tomando para tratar uma TVP causa a mim. E eu, por gostar demais de moto, nunca tirei carteira de carro. Bléééé… Tudo bem! Então… Estou obrigada a usar o transporte coletivo vez ou outra.

Hoje foi um dia desses que utilizei o transporte coletivo e fiquei super emocionada. Eu estava lá sentadinha e duas mulheres deram sinal para o ônibus, sendo uma delas cadeirante. Fiquei logo eufórica para ver aquilo acontecer, pois nunca havia visto antes. Moro em uma cidade de médico porte, mas mentalidade da população é extremamente provinciana. Aqueles com estigmas normalmente ficam escondidos dentro de casa, faz pouco tempo que se pode ver pessoas com alguma necessidade especial pelas ruas. Ver aquela mulher cadeirante utilizar o transporte público, ver a disposição do “cobrador” para vir operar a máquina que possibita o acesso e ajudar no que mais fosse preciso para bem acomodar aquela pessoa me fez encher os olhos d’água.

Tudo bem que teve a novela do Maneco, a Luciana riquinha que tinha acesso a todas as coisas que alguém com necessidades especiais precisa e talvez isso tenha contribuído para que agora os cadeirantes sintam-se confiantes para utilizar o serviço, ou não. Mas particularmente, para mim, aquilo foi motivo de uma alegria muito grande. Deixou meu dia mais feliz, mais iluminado. Ver que as pessoas não estão limitadas, que mesmo de maneira torta o Estado escuta a voz dos movimentos sociais e vai possibilitando que isso aconteça.

Sei que o fato de um ônibus coletivo ter essa tecnológia não aconteceu sem uma luta, sem discussões, sem debates acirrados. E eu fico feliz quando vejo acontecer, feliz de verdade.

Um brinde aos movimentos sociais e às pessoas que se comprometem sinceramente com esses movimentos.

=D

domingo, 18 de julho de 2010

Insônia!

Já tem alguns dias que a tal insônia me persegue. O que fazer com a insônia?

Houve uma época na minha vida que eu não dormia antes das 5 da manhã e no outro dia eu dormia até duas da tarde, fazia os trabalhos da faculdade de madrugada, as leituras a tarde, ia para faculdade a noite, voltava e continuava o ciclo. Era ótimo. Meu corpo agüentava perfeitamente esse tipo de rotina. Mas agora a minha insônia vai até as 2 ou 3 da madruga, eu não consigo mais trabalhar na madrugada, se tento vou dormir com a cabeça doendo, acordo por volta das 10 da manhã com nenhuma disposição, acrescenta um pouco de mau humor e irritação ao meu dia.

Ou seja, meu corpo não agüenta mais essa idéia de ter insônia. Talvez contar carneirinhos seja interessante, mas acredito que o melhor será colocar o despertador para tocar as 22:30 com  um lembrete que devo ir dormir. =/il_fullxfull.155831687

Insônia pode ser divertido quando se é um pós-adolescente. Dizer para os amigos, “eu sou insone! Eu funciono melhor na madrugada.” Pode até parecer cult. Bacana! No entanto, agora que sou um adulta – nhééé - meu corpo esta sinalizando que não tenho mais tempo para descansar durante o dia quando passo por uma noite de insônia, que meus olhos já não são mais os mesmos para trabalhar a noite com tanta eficiência e que eu sou uma velhinha irritada no dia seguinte se eu insisto em reviver essa insônia pós-adolescência.

Enfim… A gente vai sendo lembrando que cresceu o tempo todo. E isso é tão chato.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O peso ou a leveza?

 

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“O mais pesado dos fardos nos esmaga; sob seu peso, afundamos, somos pregados ao chão. E, no entanto, na poesia amorosa de todas as épocas, a mulher anseia por sucumbir ao peso do corpo do homem. O mais pesado dos fardos é, pois, simultaneamente, uma imagem da mais intensa plenitude da vida. Quanto mais pesado o fardo, mais nossas vidas se aproximam da terra, fazendo-se tanto mais reais e verdadeiras.

Inversamente, a ausência absoluta de um fardo faz com que o homem se torne mais leve do que o ar, fá-lo alçar-se às alturas, abandonar a terra e sua existência terrena, tornando-o apenas parcialmente real, seus movimentos tão livres quanto insignificantes.
O que escolheremos então? O peso ou a leveza?"

[A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera]

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Sensualmente curto

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Eu não me importo em fazer sexo sob luz inteira. Não conto encontros para o primeiro sexo.

Não faço de conta não querer o beijo e a língua para parecer ter mais valor. Não sou difícil quando se trata de prazer.

O problema aqui pode ser você querer a meia-luz, encontros contatos, beijos forçados, isso consome muito tempo e eu anseio ser descoberta rapidamente.

sábado, 3 de julho de 2010

Grupos afins!

 

Estava eu, mais uma vez, olhando e pensando. O orkut é uma ferramenta muito eficaz para isso. Através do orkut você lembra que algumas pessoas fazem parte do seu círculo social. Pois bem. Pensava eu no grupos que se formam e como é arriscado você deixar de “ser algo” que algumas pessoas do grupo são.

Eu estava pensando em grupo de amigas. O grupo das casadas ou comprometidas.

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Já notei inúmeras vezes que pessoas que se comprometem, mas mantém um grupo de amigos solteiros parecem ter mais facilidade em se “separar”. Talvez seja pela possibilidade mais acessível de retornar a vida de solterice. E a vida de solteira, quando há algo de errado no relacionamento, é enormemente atrativa.

Então você sai com as amigas solteiras e cada uma começa a flertar com um cara e acabam se arranjando. É hora de você ir para casa, porque não vai poder ficar curtindo livremente no meio da galera sozinha, pois iria parecer que está disponível e não está. E nem tem mais as amigas para ficar falando coisas de “mulherzinha”. No outro dia você começa alguma discussão e lembra que poderia ter se divertido no dia anterior e não se divertiu porque não podia parecer disponível. E lamenta por isso. Vem o acesso a solterice e você começa a pensar em deixar o compromisso com o homem da sua vida para trás. E se o fizer, aparentemente será mais fácil. Vida de solteira. IUPi!

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Mas isso pode acontecer também com o grupo de amigas comprometidas que tem uma remanescente da solterice. E aquela única solteira começa se sentir solitária, ela sai com as amigas e elas só falam de como o fulano é carinhoso, como o sexo com ciclano é bom, como o beltrano é exigente com ela e então a solteira se sente uma despossuída. Ela não tem de quem falar e quando sai para o bar com essas amigas nenhum homem parece olhar para ela, pois logo se vê a plaquinha invisível na mesa “comprometidas, não se aproxime”. Isso quando ela não sai de "vela”. Uma vela é sempre uma vela, por mais agradável que o casal de amigos seja. O que fazer? Sair sozinha? É tão desconfortável sair sozinha. Encontrar novas amigas? Talvez não, talvez o jeito de solucionar isso é encontrar o homem de sua vida.

Além do mais, quando você é solteira e tem amigas solteiras, sente-se completamente confortável como solteira. E até ensaia dizer algumas frases típicas de livro de auto-ajuda do tipo “é preciso se amar primeiro para depois amar o outro”, “você tem que ser feliz com sua companhia primeiro para depois agregar alguém a sua vida”. E dá-lhe curtição!

E quando você é comprometida e tem amigas comprometidas, se o homem da sua vida faz algo que você não gostou – que é a única parte ruim da coisa - e você vai reclamar com a outra amiga que também é comprometida percebe que estar com outra pessoa é muito mais do que amor, é paciência, tolerância, cuidadocomo eu já disse em outro post -  e vê que algumas coisas acontecem não só na sua relação e se sente confiante para continuar.

Enfim. Não quero dizer que não é possível manter amizade entre solteiras e comprometidas. É possível sim. Mas há de se saber lidar com esses desconfortos que esse tipo de amizade pode causar.

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