sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Professora!

 

sexy teacher

Bem, sou professora, também. Gosto mais de realizar pesquisa, mas ultimamente sou professora de sociologia no ensino médio. Comecei esse ano. E aconteceu algo hoje que me deixou intrigada. O querer “pegar” a professora. HaHaHaHaHaHa…

Ontem um colega da minha sobrinha de 14 anos veio aqui em casa e ela tinha acabado de sair, houve um desencontro. Como eu estava saindo ofereci uma carona [de moto] até o lugar onde ela estava. No caminho conversei um pouco com ele, para ser simpática [eu me esforço, às vezes]. Ele me perguntou o que eu fazia e eu disse que era professora de sociologia. Até aí, tudo bem! Deixei o rapaz onde deveria e segui meu rumo.

Por fim, hoje fui perguntar minha sobrinha se o menino tinha conseguido encontrá-la e ela veio me contar, me zuando é claro, que o menino tinha dito que “iria me pegar”. Pensa?!

professora1

Será que ele entendeu errado quando eu disse Professora de Sociologia? Talvez ele tenha entendido Professora de Sexologia. HaHaHaHaHaHaHaHaHaHa…

Eu achei graça, mas fiquei pensando se esse menino teve esse pensamento a partir de uma volta de moto que deu comigo – está certo que andar na garupa de uma moto com uma mulher que pilota bem, modéstia a parte, deve ser encantador para um menino. – imagina o que não pode passar na cabeça dos meus alunos no ensino médio, ainda mais que sou a única professora mulher do ensino médio lá no colégio.

Ui… Agora vou ficar com a cabeça poluida achando que a qualquer momento posso estar sendo alvo de olhares maliciosos dos alunos tennagers.

Loucura!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Extra! Extra!

Ontem fui dormir, como de costume, beirando as 3 da madrugada. No entanto, sem despertador, sem toc-toc na porta do quarto, sem janela aberta e sol na cara, sem barulho estranho no vizinho, nem cachorros latindo, acordei bem disposta as 7 e meia, fiquei na cama, pensando. Acabei cochilando e acordando as 9. Tão disposta quanto antes.

Continuei pensando em mim, absorta… Comecei a realizar as obrigações de professora de hoje, funcionei até bem, não costumo funcionar muito bem pela manhã.

Estou aqui pensando em máscaras. Isso porque aconteceu algo “extra” na minha vida ontem que não vem ao caso, esse caso “extra” é só meu. =D

Fiquei pensando a partir do “extra” e de alguns momentos do passado conectados displicentemente ao “extra” e pensei: “Há coisas que todo mundo aprendeu que eu nunca consegui aprender!”  Usar várias máscaras ao mesmo tempo é uma delas.

ITALY-CARNIVAL-VENICE

Por exemplo: Pessoas aprendem [grande parte, utiliza] a serem anjos de candura na frente do objeto da paixão e quando a pessoa vira as costas ela se torna um pouco mais livre, um pouco mais desbocada, menos contida, mais ela mesma. Não aprendi a fazer isso. Muitas vezes sou pega quando ainda estou ajeitando a máscara e enrubeço, fico sem jeito, tiro a máscara…

arte

E acabo ficando com cara de “ops! Me pegaram…” Resta-me a persona que normalmente sou.

Pensando isso fui a minha humilde estante e tirei um livro de antropologia – eu costumo fazer terapia solitária lendo trechos dos meus livros de antropologia – da editora CosacNaify, que são os meus prediletos, sinto um prazer gigantesco ao manusear um livro da referida editora, os livros são livros para dormir abraçadinho e sonhar que se está aprendendo por osmose. Pois bem, Sociologia e Antropologia de Marcel Mauss e procurei pelo texto Uma Categoria do Espírito Humano: A Noção de Pessoa, a de “EU”. E lá estava a palavrinha que me fez ir até esse livro: Persona.

A grosso modo e no meu escasso entendimento [sou apenas uma aspirante], Mauss faz uma reflexão sobre como as sociedades determinam a maneira de ser do “eu”. Ou, como são fabricadas essas máscaras fixas que são utilizadas como que naturalmente pelas pessoas. Persona [etimologia]: “lat. persóna nom. de persóna,ae 'máscara; figura; papel representado por um ator; pessoa, indivíduo'”.

Tudo isso quer dizer que tenho consciência que utilizo máscara – ou máscaras – não tenho a pretensão de me tornar especial afirmando que estou insenta de qualquer máscara, pois dizer que se usa máscara, que se vive por trás de uma máscara tem sentido pejorativo nessa sociedade em que vivemos. A máscara tem forma única e por trás de uma máscara com um largo sorriso pode haver rios de lágrimas. A máscara esconde o que realmente existe. E ser persona é a uma estratégia para se viver em sociedade, tendo em vista que cada ser humano é um universo particular que confronta o outro.   

carnaval_veneza

Contudo, eu ainda não aprendi a hora certa de usar uma nova máscara e acabo por usar aquelas antigas, já batidas, conhecidas por todos que de mim são próximos e até um pouco previsíveis para aqueles que pouco me conhecem. Talvez minha dificuldade seja a de adquirir novas máscaras e me desapegar das antigas.

“Extra! Extra!”

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O que são os sonhos?

“Vou-me embora pra Pasárgada,
Aqui eu não sou feliz,
Lá a existência é uma aventura!”

Manuel Bandeira

sonho

Sonhei com ele chorando e muito triste, sonhei que lhe dava banho delicadamente. E acordei com um grande pesar. E esses sonhos bobos me inquietam, pois causam em mim um tipo de “é hora de lembrar que há sentimentos em você que podem estar aparentemente ocultos, mas existem”. Lágrimas e o banho. Quem já deu banho em um bebê [eu já o fiz] pode descrever a sensação de cuidar de alguém tão preciosamente, tão minusciosamente, tão delicadamente que está nesse ato de dar banho. É como se ao dar banho em alguém você a possuísse por um delicado momento, talvez seja por dar banho em suas crianças tantas vezes que a mãe acredita realmente que é dona delas e, dessa maneira, dos seus destinos.

Até onde o sonho é fantasia e até onde ele é um pouco de realidade que está por aí… Acontecendo realmente.

É quaresma para os cristãos… O período entre o fim do carnaval até a sexta-feira da paixão que antecede o domingo de páscoa. Lembro-me dos pesadelos terríveis que eu tinha no período da quaresma quando eu era criança… Cidades sertanejas, como a que vivo, têm muitas histórias fantásticas sobre bichos híbridos, monstros, fantasmas; seres de um mundo particular. O mundo do medo, do pavor, do “vá dormir, senão a cuca te pega”. E essas histórias eram contadas por senhoras e senhores, avós e avôs, no período da quaresma.

mula Eu tinha muito medo, muito mesmo… E tive medo até o que hoje se chama de pré-adolescência, por volta dos 12, 13. Acredito que um jovem dessa idade hoje diria que eu era uma idiota por ter medo de monstros fantásticos com essa idade. Eu ia dormir com medo, no escuro do quarto via vultos, ouvia barulhos, escutava o som das baforadas dos monstros que se aproximavam e dormia tensa, esperando sentir o toque por cima da coberta. Pois por baixo da coberta ele não me alcançaria nunca, pois eu embutia o pano totalmente por baixo do meu corpo e não deixava uma brecha sequer, para que nem uma mínima particula alcançasse minha pele. E dormia… E sonhava com esses monstros, esses híbridos, meio cavalo, meio lobo, meio onça, meio alguma-coisa sempre. Nunca era algo por inteiro, ora sobrava ora faltava. Faltava cabeça, faltava vida, faltava…

Ninguém mais me conta histórias fantásticas na quaresma. Dona Jandira [a moradora de minha rua que melhor contava tais histórias] há muito tempo morreu. E por aqui, não existem mais senhoras que sentam a beira da fogueira com crianças para contar histórias que aconteceram na quaresma passada com o filho da prima da tia de criação dela. Não há mais fogueiras na rua e nem mesmo crianças depois do anoitecer. A noite agora é povoada por outros monstros, monstros reais, que causam medos visíveis. Medos que cobertas embutidas sob nosso corpo não conseguem nos proteger deles. O medo de hoje, na quaresma ou não, é da arma do menino que vende a droga no quarteirão ao lado. O medo é do menino entupido de crack que passa pela rua para chegar até o ponto da droga. O medo não é de bichos híbridos, desses… Ora essa! Desses as crianças de hoje fazem graça.

Eu queria que as crianças de hoje pudessem ter medo dos bichos híbridos que aparecem na quaresma. Mas esses bichos, monstros e fantasmas, até eles, fugiram para bem longe. Pois tiveram medo da violência que existe na cidade grande e que não avisa sua chegada com estalos e baforadas.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Eu-centrismo: Bagatelas para ti.

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Uma coisinha de nada. Uma folha que cai na cabeça. Bagatelas para outros, um furacão para quem está sentindo. Para quem já está com a mente sobrecarregada, uma leve pena já é a medida para o desmoronamento de tudo, para que tudo venha abaixo, para que as lágrimas corram, para que se deseje entrar na caverna novamente e não ter conhecimento sobre ninguém e nada.

Depois de pensar, doer, gritar, remoer, desenhar um sorriso na face e sair por aí tentando se divertir. Veja! Ocorre um esbarrar repentinamente com algo que lhe faça voltar ao começo de tudo. E você a pensar, será que foi excesso de lucidez ou foi loucura? Será que sou lúcida ou louca? E não adianta nem pensar em alguém que lhe possa responder a essas perguntas, essas respostas não existem. Cada ser é um universo impar. E o que eu vejo, vejo a partir de minhas experiências, dos meus dias, dos meus momentos, dos distúrbios, das lembranças, das ações e das não-ações, do grito sufocado, do escândalo inesperado, da fadiga, da risada descontrolada, dos bilhetinhos nunca enviados, das amizades que passaram e daquelas que ficaram – e provavelmente não irão nunca –, dos dias cinzas, dos dias de sol e chuva, da lambada dançada, da primeira lágrima por paixão, das dores inevitáveis, das alegrias inenarráveis. O que eu vejo é a partir do ponto da minha vista, o que eu sinto é em mim que toca ou é o que eu toco, o que eu de fato penso é uma penumbra para o outro, minhas ações só dependem da medida do meu querer e, desse modo, viver em mim é um tanto eu demais. É um sufocar no que transborda do núcleo desse mundo que sou eu. Lava e mel. Ardência e doçura. Vulcão em erupção. Colmeia guardada por abelhas venenosas.

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E o tempo que tenho em mim é em mim que ele passa. O que para mim pode ser muito tempo, para você pode não ter sido nada, pode ter sido um tempo pífio, que rapidamente se foi e você nem viu passar. Ou vice-versa. A cada novo grão de areia que sufoca minha vida - que expõe que o tempo de ser, de agir, de pensar, de sentir está escorrendo – eu suponho que por mais que planeje eu só conseguiria viver tudo que eu gostaria de viver se eu vivesse pelo menos 150 anos saudavelmente. Entretanto, a média de vida da brasileira está entre os 80 anos, mas eu não tenho uma vida tão saudável assim, bebidas, cigarro [vez ou outra], barulho, sedentarismo, carnes e o mais grave dos transtornos, tenho uma mente fértil e delirante, por isso, talvez, eu nem alcance os 80 anos. 2062. Não sei se meu coração me permitirá sorrir vivendo a assombrosa realidade que prevêem para o mundo na década de 60 do século 21.

Então, meus caros, só me resta sossegar meu coração agora, esquecer a merda do futuro, dar um tempo para planos a longo prazo e tentar viver coisas que podem ser contempladas dentro da meu campo de visão, dentro da minha possibilidade de toque e, assim, intensamente perceber que nem importa o que virá, pois a medida do que vou sentir lá na frente faz referência a tudo o que eu já vivi até ali chegar. É impossível viver sem o passado.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval Retrô??

 

Bem, eu nasci na década de 80 e diria que já podemos fazer um carnaval retrô da nossa geração. Sabe aquelas músicas que animavam o nosso carnaval na década de 80 e na década de 90? Ouviamos axé e uma espécie pagode/axé. Tudo muito requebrativo.

Carnaval Retrô: 80’s & 90’s.

♪♪ “Sene Sene Sene Sene Senegal,
Sene Sene Sene Sene Senegal,
Diz povão Senegal região!” ♪♪

Banda Reflexus era bão demais da conta, está na lista…

banda_reflexus ♪♪ ”Tá ficando apertadinha, por favor.
Abre a rodinha, por favor.
Abre a rodinha, por favor.
Abre a rodinha!” ♪♪

Sarajane não pode faltar. Tchutchuca loira… vamo q vamo!

saraE que tal, ouvir também um pouco de Beto Barbosa, numa lambadinha frenética.

♪♪ “Preta fala pra mim.
Fala o que você sente por mim, oi oi ohhh!”♪♪

248_2710-mpb-beto E alguém que não pode faltar de forma alguma, nosso irreverente, animado, frenético e saculativo, Luiz Caldas.foto-cantor-luis-caldas-1 ♪♪“Pega ela aí…
pega ela aí…

Pra que?
Pra passar batom.
De que cor?
De violeta. Na boca e na bochecha.”♪♪

Tem muuuuuita coisa, muitos outros hit’s que bombaram em 80’s & 90’s. Sid Guerreiro, Gera Samba, Netinho, Daniela Mercury e por aí vai.

Mas e o tal do pagode/axé?? Art Popular no veia, dom.

Quem não se lembra do Pimpolho?

♪♪ “Ela tá dançando,
E o Pimpolho tá de ôio. [clap clap…]
Cuidado com a cabeça
do Pimpolho...” ♪♪

art popular Bons tempos… Vamos nos divertir e curtir um carnavalzinho retrô??

Ah! Só para explicar, valorizei como carnaval retrô os axé’s, porque eu sou norte-mineira, baianeira, baiana cansada… E por aqui, carnaval é meio baiano mesmo. HaHaHaHaHaHa…

E apesar de hoje eu não curtir mais essas ondas de micareta e tal, já tive meus tempos numa batucada. =D

Bom carnaval para vocês, tchucos e tchucas!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Filmes “soco-na-boca-do-estômago”.

Eu vou escrever um post sobre o carnaval, mas enquanto ele não sai do forno e através da inspiração da imagem do filme “Cheiro do Ralo” que eu coloquei no post aí abaixo resolvi escrever sobre alguns filmes brasileiros que me socaram a boca do estômago, alguns com direito a diversão para aliviar a dor e outros que me fizeram ficar com náuseas durante dias.

O filme Cheiro do Ralo foi um filme desses que me fez pensar, ruborizar de vergonha ao pensar em mim, encher os olhos de lágrimas por causa de loucas divagações durante o filme.

E tudo começa por causa da bunda:


Personagens sem nomes, o fedor que vem do ralo do banheiro. Mas quem é que usa o banheiro? De quem então vem o fedor? Resulta em uma quase-depressão pós filme.

Fui lembrando de outros filmes aqui e depois que resolvi coletar informações e imagens sobre eles percebi que pertencem a três cineastas.

O primeiro filme que lembrei foi Pixote – A Lei do Mais Fraco, do cineasta argentino/brasileiro Hector Babenco. O filme é de 1980, devo ter assistido em 2006 e esse filme me fez sentir frios na espinha, sangue nos olhos, tristeza profunda e um sentimento de inutilidade eterna.

Principalmente porque a temática criança é algo que faz parte dos meus estudos quando estou tentando entender as antropo-lógicas.

Só para colocar em sequência, outro filme do mesmo cineasta que me fez subir espinhos sobre a pele foi Carandiru – 2003. E eu devo ter assistido em 2004. Tentei resistir, pq eu já sabia que iria ter ódio do mundo depois de vê-lo. E assim foi…

Um pouco antes de Carandiru, havia sido o Cidade de Deus – 2002, do Cineasta Fernando Meirelles. Puta que Pariu… Eu vi esse filme no cinema, antes de mim meu irmão mais velho foi ao cinema e ele, que cismava em parecer um bad boy, voltou para casa aos prantos, com a cara inchada, dizendo que “tinha que matar… tinha que matar aqueles filhos da puta”. Fiquei com medo de ir. Fui… E voltei com sangue na garganta, náuseas no estômago e dias a pensar “onde é que eu vivo?”.

Em 2008, Fernando Meirelles arrebentou comigo em Blindness [Ensaio sobre a Cegueira]. Puta que pariu…

Fui ao cinema e voltei com um super nó na garganta. Sem saber o que pensar, o que dizer. Eu só precisava de silêncio. E vou mantê-lo.


Aí lá vem, o pervertido e perverso Cláudio Assis. Uma mente doentia. Agressão pura. Daquele tipo que só para de bater quando vê que tem mais sangue no chão do que você mesmo. Tudo bem que em Amarelo Manga – 2003 [Assisti só em 2006] tem umas cenas hilárias, que aliviam um pouco, mas mesmo assim é super phoda.

Não consigo esquecer do próprio Cláudio em uma cena passando pela Kika Kanibal e dizendo: “O pudor é a forma mais inteligente de perversão”. Sem contar a fala inicial da Ligia – a dona do bar. Soco no Estômago.


Só que o Cláudio não parou por aí, pentelho de buceta tingido, buceta no oxigênio foi pouco para ele. E veio o Baixio das Bestas – 2007. Não me convidem para ver esse filme pela segunda vez, pois não o verei. E não recomendo a nenhuma menina com a mente frágil que o veja. O filme agride a mente de qualquer mulher. Na época eu conversei com muitas pessoas sobre o filme, homens e mulheres, as mulheres com quem conversei sentiram algo parecido com o que eu senti, um nojo, um ódio, uma vontade de matar cada personagem masculino daquele filme. Os homens que conversei sentiram algo, mas nada intenso, acho que ficaram mais empolgadinhos com a nudez da Dira Paes. Mas é um soco triplo ao cubo bem na boquinha do estômago, daqueles que faz sair sangue pela boca. Para ser sincera, não gosto de lembrar das cenas do filme.

Enfim… Violência e sexo explícito. Agridem?? Agridem muito, agridem a moral, agridem a mente. Sem querer você já está sentindo náuseas [no caso da violência] ou estranhamento e constrangimento [no caso do sexo explícito]. O sexo agride principalmente quando é um sexo violento, que é o caso do Baixio das Bestas, nesse caso a gente sente náuseas, ódio, a não aceitação da manipulação do corpo de outro apenas pela vontade de alguém, de repente você se vê mordendo os lábios para não levantar e socar a tela.

Affff… Só de lembrar de cada um desses filmes consegui quebrar uma unha naquela cutucação inquieta que a gente fica quando algo lhe deixa apreensivo.

Quem tiver estômago… veja-os!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Naturalmente Nerd.

 

Tenho reparado que o visual nerd entre os meninos e meninas é uma nova tendência. E eu acho tão fofo…  Me faz lembrar o meu primeiro nerd preferido: Héricles [Danton Melo na primeira temporada de Malhação – 1995]. Era lindo… e ele era todo nerdinho. Estudiosinho… Super fofo!

danton-melo

Bem, temos dois gatíssimos nerdizinhos do mundo dos gibis que ocuparam espaço na nossa sala através da TV.

Peter Parker:

peter_parker

E o gracioso e delicioso, Clark Kent:

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Nerds poderosíssimossssssssssssss, tchucas. E são uns tchucos, não são??

Meninos com cara de bobinhos parecem ser a nova tendência da década, esse visual nerd, cabelo meio que arrumadinho, óculos de grau, papinho intelectual tem cada vez mais seduzido as meninas, desde as mais descoladas até as intelectuaizinhas tbm.

Para a teenagers tem o Miguel Murilo, o rapazinho que acabou de sair da novela global, seu personagem tinha a maior cara de tapado. xD E cá para nós, o ator também tem uma carinha de nerd.

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Já ouvi algumas piadinha em filmes norte-americanos sobre a nova preferência de gostozinhas por nerds, piadinhas do tipo: “eles são os possíveis ricos de amanhã”. Mas eu acredito que vá além disso, esse olhar atrapalhado, tímido, esconde uma certa ardência, um certo desejo que vai ser só seu, sem mta exposição, sem mto estardalhaço, com sensibilidade e carinho. Puro charme.

Não só o visual, mas a atitude nerd também conquista os corações das donzelas que estão a procura de um amado. Dois tapadinhos de plantão são:

Danilo Gentili [ounnn, cuti cuti, que vontade de morder]:

danilogentili

E o meu mais super ultra über mega preferido, o delicioso, o estupendo, o supimpa com a atitude de tapado mais linda do mundo, Marco Luque [bjosmeliga, gato]:

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Mas, na verdade, para mim o que ganha disparado nesse quesito visual nerd, cara de tapado e tchuco cuti cuti, que fofo, ‘ficaria-mil-e-uma-noites-conversando-com-você’ é o Selton Melo [imagem do filme “cheiro do ralo”, magnífico!]

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Deve ser de família, não é não??? Danton e Selton super têm cara de nerdzinhos comestíveis e que podem conversar o tanto que quiserem, porque a gente vai gostar do papo.

Bem! É isso.. eu só precisava falar sobre eles… lindezas da tia!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Diários de minha vida!

 

Me perguntaram ontem: - “Para que isso de blog?? Você não está velha para isso não?”

wowwwwww.. dush na minha testa. Fiquei até pensando se a tchuca não tinha razão. Mas ela não tem não, já que eu não estou vellha. HaHaHaHaHaHaHa..

Mas como eu já gastei tempo pensando o porquê que tenho blog vou escrever aqui. =D

Há uns 8 anos atrás eu também tinha um blog. Era uma coisinha de aspirante a nerd que estava estudando ciências sociais.

nerd1O nome do blog era Social-Mente.  Era mais legal e naquela época eu tinha mais paciencia para falar sobre fatos sociais e ainda palpitava sobre política [bléééééerg]. Não tenho paciência para falar sobre política, nem sobre a atual conjuctura do país, se alguém colocou ou não o dinheiro na cueca ou na meia. Eu dou um Viva! para a informação, afinal de contas pelo menos, hoje, a gnte sabe onde eles colocam o nosso dinheiro. HauaHauaAUHauHAUa..

Hoje, eu não tenho paciencia para muita coisa, sou aspirante a antropóloga e faço reverência ao mestre Levi-Strauss que já dizia:

"Dizem que quem não gosta da própria sociedade vai fazer sociologia, quem não gosta de si mesmo vai fazer psicologia e quem não gosta dos dois vai fazer antropologia".

É mais ou menos por aí que conduzo esse blog, alguém que não gosta da própria sociedade e também não gosta muito do que é. Então fico nessa busca constante de me entender.

E é por isso que hoje eu tenho um blog que é um Diário de Mulherzinha, que é registrado no site como Biografia Irônica, pois quando comecei esse blog [os arquivos foram apagados] há algum tempo atrás eu tinha por objetivo rir da minha vida, escrevendo minha biografia, os fatos que me trouxeram a vida, aqueles que não presenciei mas que foram história na boca de tios, tias, avós, mãe e pai. Mas eu cansei e parei. E deletei.

Foi quando eu rompi o danado do namoro e precisava gritar, fazer escândalo comigo mesma, dizer: “Acorda, mulher! Você pode não gostar muito do que é, mas não pode permitir que os outros lhe matratem ou que façam com que você se maltrate”. Aí eu resolvi escrever esse diário, que nem é tão diário assim… pois não atualizo todo dia. =p

É engraçado que quando eu era criança/adolescente eu escrevia diários [não guardei nenhum.. =/ .] E naquela época eles tinham cadeados.

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Lembro de um que tive que tinha cadeado com chave de verdade [não aquelas chaves de mentirinha, com cadeado de mentirinha, que com uma força maior se rompe] e junto com a chave vinha uma correntinha para colocar a chave no pescoço. Segredos guardados com a vida. Meninas gostam de guardar segredos que contam para todas as amigas. xD

Hoje o diário é virtual e aberto para que todos vejam. Uma espécie de terapia. Uma forma de gritar para o mundo meus segredos e meus pecados, a possibilidade de partilhar minha vida com anônimos, desconhecidos que não me causam nenhuma espécie de sentimento e com amigos do peito que vez ou outra passam por aqui e comentam, me ajudam a pensar em mim.

Enfim… vou aqui com meu diário sem-jeito, sem termos certos, sem muito o que dizer para outro… Digo mais para mim, mas quem sabe ao dizer algo pra mim me comunico um pouco com você.

“Nunca se leve tão a sério… Nunca se deixe levar.

Que a vida é parte do mistério e é tanta coisa para se desvendar”.

[Lenine]

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Garotos que me fazem requebrar no rock!

Eu não sou o tipo que escuta rock pra caralho, mas tem algumas coisas particulares que eu gosto e outras que venho descobrindo.

Primórdios:

Eu saia para o rock com as amigas e não ouvia nada tão atraente pra mim. Foi quando um dia eu ouvi aquela musiquinha que me fez requebrar a cintura, quase uma ação involuntária.

Lembro perfeitamente do dia, afinal eu havia descoberto onde estava o meu amor pelo rock, [olhinhos brilhantes e piscativos.. xD]. Tal amor estaria nas musiquinhas do tipo “oh bla di, oh bla da”. =D Pois bem, eu estava no Chernobyl [um pub que houve aqui em Montes Claros/MG, era mto bom..] e ouvi aquela musiquinha linda e perguntei para minha amiga conhecedora dos rock’s de plantão, Super Mulherzinha: - “Quem canta isso?” E ela respondeu: “The Doors”. E eles cantavam “Come on, baby, light my fire”. Uhul.. uma delícia.

Os caras são bons na arte de fazer mulherzinhas se requebrarem.

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E cá para nós, eram uns tchucos nos seus tempos de glória. HiHiHiHi..

Tá.. tá bom, consciência. Eu confesso aos leitores.. é mentira, não foi a primeira vez que me requebrei com um rock, eu me requebrava ouvindo Bon Jovi tbm e chorei muuuuuuuuuuuito na adolescência ouvindo “Always”.

Mas ele também era um gatinho, veja só:

bon-jovi

Atualmente:

Hoje as lágrimas caem também quando ouço rock, mas hoje a culpa é dos tchucos do ColdPlay. “Yellow”, “Fix you”… buááááááááá! E tem músicas com piano… ai ai!

coldplay Tchutchuquinhos do meu coração… olha que delícia.

Daí que a Regina Spektor me fez conhecer [ouvir “You Don't Know Me”] um rockeiro pianista, aí eu morro pra sempre. Ploft.. o.O Morri! Adoro Piano… Ben Folds coisinha retardada mais linda da tia. Com esse visual “cuti cuti, que vontade de morder!”, para colocar na estante e ficar olhando em tardes calmas. HiHiHiHiHi..

Estou adorando ouvir.

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Outra banda com essa visual “cuti cuti, que vontade de morder!” que estou ouvindo é Weezer. Coisinhas fofas da tia, filhotinhos de pokemon mais lindos, benzadeus…

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Tudo bem que eu possa ter feito uma salada mista. Mas eu gosto assim…

Beijinhos tchucas e tchucos. Logo eu volto com novas descobertas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Banho frio!

 

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Quem já não disse ou ouviu dizer “um banho frio e você acalma”. Faz quase um mês que eu estou tomando banho frio. Mas não é para ficar calma e não é por opção [se bem que é um tipo de escolha sim.. HaHaHaHa.], acontece que eu quebrei meu chuveiro justamento tentando mudar a água de quente para morna, daí que com o empurrão que eu dei com o cabo do rodo [morro medo de choque no banheiro] o cano do chuveiro quebrou. E aí está o “tipo de escolha”, escolhi ficar com preguiça de comprar outro cano e chamar alguém para trocar, então estou tomando banho frio. HaHaHaHaHaHa…

Tudo bem! Tirando a parte da preguiça [que em mim é quase uma qualidade crônica, tenho preguiça de tudo quase] esses dias de banho frio têm me feito muito bem, a cada novo banho eu me acostumo mais com a água fria e agora nem faço o ritual dos pulinhos aquecedores para entrar na água.

Dizem que banho frio faz bem pra pele, para o cabelo, faz bem para o sistema imunológico, ouvi dizer que até faz perder calorias, o choque térmico com a água faz a mente e o corpo se ativar, ficar espertinho. É como um banho de chuva, se você for pego de surpresa, sem guarda-chuva, no começo você pode xingar a 6ª geração de São Pedro, mas depois vc começa achar divertido, a blusa encharcada, os cabelos na cara, o frio de gelar tudo por dentro, o gosto do céu tão perto de sua língua e tudo vira diversão.

Eu estou tomando banho frio por preguiça, mas está sendo a melhor escolha que já fiz nesse ano.

Afinal, há males que vem para o bem. xD

Quebrem o seu chuveiro e vamos tomar banho frio… \o/