quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A vida muda!

 

vida doce

Eu poderia começar esse post dizendo: - “Engraçado como as coisas mudam na vida da gente!”

Mas, na verdade, não tem nada de engraçado. A vida muda e a cada mudança é um dramalhão só.

Sabe a metáfora da largarta-casulo-borboleta?? A cada momento novo que sinto essa metáfora em mim eu começo a ter reações físicas desconfortáveis. Aparecem caspas, insonia, variações drásticas de humor. Alimentação?? Passa longe. Qualquer alimento vira ração e nunca me sinto saciada.

Já tentei respirar fundo, cortar os cabelos talvez resolva…  Mas acho que  já tou ficando um pouco velhinha demais para me sentir melhor só por ter cortado o cabelo.

Enfim… a vida vai passando e eu nesse eterno lagarta-casulo-borboleta!

=/

Espero que dessa vez a borboleta tenha um tom de azul que me caia bem.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Assim disse:

 

 

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Feminina

[Mário de Sá-Carneiro]

Eu queria ser mulher para poder me estender ao lado dos meus amigos, nos cafés.
Eu queria ser mulher para poder passar pó de arroz pelo meu rosto diante de todos, nos cafés.
Eu queria ser mulher para não ter que pensar na vida...
Conhecer muitos velhos, a quem eu pedisse dinheiro.
Eu queria ser mulher para passar o dia inteiro falando de modas, fazendo fofocas, muito entretida.
Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios, aguçá-los ao espelho antes de me deitar.
Eu queria ser mulher para que me fosse bem todos esses ílios. Esses ílios que no homem, francamente não se pode desculpar.
Eu queria ser mulher para ter muitos amantes, e enganá-los, a todos, mesmo ao predileto.
Como eu gostaria de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto, o mais bonito. Enganá-lo com um rapaz gordo, feio e de modos extravagantes.
Eu queria ser mulher para excitar quem me olha.
Eu queria ser mulher para poder me recusar.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quem será?

 

valentines

Não consigo considerar que estou disposta e tranquila o suficiente para começar um novo romance. E diria até que estou com medo, medo mesmo, por achar que só tenho a me machucar me relacionando. Isso porque tenho excessos em mim e esses excessos atrapalham a calma de um relacionamento.

No entanto, ontem na mesa de bar eu estava conversando com minha amiga super mulherzinha e de uma brincadeira sobre um falador na mesa do lado comecei a pensar silenciosamente em um traço do perfil de um provável novo amor. Um traço novo no perfil daqueles que podem me atrair. Homens que sabem fazer silêncio. Acredito que eu deveria me ocupar mais em prestar atenção em homens sossegados, sem muitas palavras – com pensamento, é claro! Um não priva o outro. – Mas que soubesse apreciar um longo momento em silêncio comigo.

Não é de hoje que tento exercitar meu silêncio e sempre é tão difícil. Isso deve acontecer principalmente porque vivo cercada por pessoas pensantes e falantes, muitos deles não tem a mínima calma para se expressar. E acredito que eu seja uma dessas que não tem calma alguma para se expressar, principalmente se eu puder rir do que eu estou falando.

Eu nunca valorizei pessoas que fazem silêncio. Contraditório, não? Querer uma coisa para mim e não apreciá-la em outros. Hipócrita, até. Sempre me senti seduzida pelo escândalo, pelo barulho, pela gargalhada.

Já é hora de olhar em outros lugares. Arriscar. Perceber outras pessoas. Amar outros tipos de escândalo… Viver!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Conto S/N: Conto Particular.



Dos pés a cabeça: eu diria que eu sou insanidade por inteiro.

Não se aproxime demais, posso dar pequenos choques em horas erradas. E normalmente me apaixono por aqueles que conseguem suportar cada novo choque com um sorriso na face e esses eu chamo de amigos. E deles sou eu que me aproximo.

Tenho idéias enroladas na minha cabeça – e isso alguém já disse antes sobre si. Minha mente é fertilizada com sonhos inóspitos todas as noites e ela acredita que se aqueles sonhos existiram é porque tinham razão de estarem ali, então eles me deixam um tanto mais louca e delirante.

Meus olhos vêem o entre. Meus ouvidos escutam coisas que não deveriam ter sido ditas e muito menos ouvidas. Sinto odores e não me incomodo em falar sobre eles. Minha boca fala... Ah! Ela fala mesmo...

- “Escrotona!” – Tudo por culpa dela: minha língua.

Meu corpo arde, minha mente delira e minha língua reúne tudo isso e produz sons que outros pensaram produzir, mas o pudor e/ou o escrúpulo os impedem. Não que eu não tenha pudor ou escrúpulo, eles estão por aqui em algum lugar e vez ou outra se manifestam.

Meu coração faz batucada quando quero [e eu quero!], da minha pele brotam espinhos a cada arrepio [começam na nuca.], engulo sapos [até que os vomito.] e quando dou sorte engulo borboletas [que fazem festa em meu estômago e me trazem a angústia de pensar que lá vem... lá vem... lá vem de novo!]. E digo, foda [transa, sexo, trepada, fazedura de amor – seja lá qual termo você prefira] só existe de fato quando há saliva.

Tenho pés errantes. Pés de bandoleira sem destino. Sou da rua. Da madrugada. Dos gemidos intrépidos que surgem em muros vizinhos. Contudo, não troco as quatro paredes do meu quarto por nenhuma falsa liberdade que possam me oferecer dizendo: “Vamos subir o mais alto dos montes, abrir os braços e nos sentir livres!”. Eu direi: “Vá em paz, querido [a], pois eu em meu quarto, deitada sobre minha cama vou até o sol e não me queimo, danço nos anéis de saturno e não me canso.”

Eu sou aquela que arranca o Cristo da cruz, coloco-lhe uma túnica nova e lhe digo: “Fuja, amado. Vá para longe, bem longe. Afinal, ficar sangrando 2010 anos não deve ser muito confortável.”

Não nasci para ser amada, nasci por pirraça. Nasci para tentar fazer minha alma entender que não importa quantas vezes ela volte, ela sempre vai encontrar um corpo marcado, uma língua traiçoeira, um olhar atravessado. E para que ela entenda que viver nem é tão complicado como se pensa.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Perigo!

 

{87E861E2-3A65-4728-AC9B-C327FED6DBF3}_CD-06 Desejo ou tesão.

Amor ou amizade.

Esses sentimentos vão se misturando.. Atrapalhando o meu pensar.

Não senti desejo por ninguém ainda, mas sinto tesão. E por sentir tesão quero sexo. Mas sexo com tesão e sem desejo é quase igual masturbação. Uma delicia, mas falta alguma coisa. E isso causa um certo ‘querer mais’ de uma coisa que não se encontra. Ou seja, é um saco.

E as idéias vão ficando cada vez mais enroladas na minha cabeça. E eu sinto até que o cabelo tá começando a querer se enrolar também.

Amor, paixão é tão bom sentir. Mas eu queria ter só a amizade. Sincera e tranquila. Em paz. É bonito um amor que vira amizade, mas enquanto não vira e se quer ficar por perto mesmo assim é tão doloroso. Encomoda… Trás angústia, sufoco e um certo desejo do que não se pode ter, não se consegue também ter outra coisa.

Tem hora que sinto o meu corpo pedir socorro para mim mesma. Suplicando: “Pára de pensar, silencia sua alma, desintoxica o coração, vá viver novidades”. Eu tento obedecer… Tento, tento, tento.  Só que é tão difícil.

É difícil fazer sexo sem desejo. É difícil ser amiga com paixão. Vou aqui sambando nesses sentimentos. Sem saber onde me segurar…

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Terapia de Casal.



Esses dias eu estava pensando que depois que fiquei solteira me tornei uma espécie de acompanhante de casais. Não estou reclamando, até me divirto e me trás muita sabedoria.
Só é chato porque quando o casal de amigos começa a fazer mini-DR e até super-DR na minha frente eu não posso rir, dar gargalhadas da situação ridicula que é isso. E confesso, antes eu não achava ridiculo não. E achava super necessário discutir tudo mesmo. Agora percebo que DR é uma desgraça na vida do casal.

Pense a situação:


O homem pede a mulher para fazer algo por ele ou nele. “Amor, corta meu cabelo!” ... “Paixão, frita um ovo para mim.” ... “Querida, passa minha camisa.”
A mulher não sabe dizer não, pois se disser vai ficar ouvindo coisas do tipo: “Você não faz nada por mim, não cuida de mim, não me ajuda.” Pra evitar, a mulher faz. Mas se ela corta o cabelo dele – ela nem é um profissional do ramo e ele sabe disso – não fica do jeito que ele gosta, nunca ficaria. E ele reclama para caralho.
Se ela frita o ovo – ele nem explicou como queria, só pediu que fritasse – ele reclama que ela deixou a gema quebrar e ele queria a gema mole.
Se ela passa a camisa, ele reclama que ela não ficou tão bem passada como ele queria.
E ela fica frustrada e começa o bafafá.
Pois para ele, ela nunca se esforça o bastante.
E para ela, ele nunca tem a sensibilidade de perceber que ela estava fazendo algo por ele, com carinho, mas isso não quer dizer que tem que ficar perfeito.
Como é difícil a arte de conviver afetivamente.

Acho que vou estudar mais as relações amorosas e começar a ganhar dinheiro com terapia para casais.

Consultas com Cassianne - aspirante a antropóloga e uma promissora conhecedora da vida de casais.
=p