domingo, 14 de novembro de 2010

E se eu resolvo…

… aprender a andar na corda bamba?

corda bamba

Andar na corda bamba é um exercício que só se pode executar se for capaz de encontrar o seu ponto de equilíbrio. Eu ainda não encontrei o meu, sempre me desequilibro, sempre fui mais do tipo que tomba na cama elástica.

A corda bamba exige um silêncio, concentração, ninguém pode lhe ajudar a andar na corda bamba, nunca vi alguém passando na corda bamba junto com outra pessoa. É um caminho solitário, ensimesmado.

Estou nesse momento ensimesmado. Se eu pudesse eu deixaria tudo que faço e ficaria em mim. Mas as coisas na ordem do dia não podem parar quando a gente quer, infelizmente.

Eu fico cansada de conversar, de explicar o que está acontecendo…

Peço perdão aos meus amigos por, mais uma vez, eu estar vivenciando esse momento. Nesse período eu costumo abandoná-los. E isso só ocorre porque eu não posso me esconder por um período longo, pensar sobre mim e aprender a andar na corda bamba.

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O meu silêncio nunca consegue se completar, nunca consegui fechar um desses ciclos de maneira satisfatória para minha maneira de experimentar a vida. Não consigo encontrar o que devo experimentar de maneira plena para que eu não entre nesse ciclo novamente e quebre o vício.

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- Silênciiiiiio! Ela gritou. Todos riam e falaram mais. Ela não entendeu, mas alguém explicou: - Aqui o silêncio é pedido em silêncio.

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Estou cansada de pedir silêncio gritando. Estou cansada de ter que explicar que preciso de silêncio e solidão em alguns momentos. Talvez se todos pudessem compreender a necessidade assombrosa - que acontece em mim - de ficar só. Talvez assim fosse mais fácil vivenciar essa solidão, fosse mais fácil escrever e explicar o que ela significa.

Minha alma precisa sentir o mundo e quando eu o sinto se afastar ela entra em desespero: trêmula e fria. Minha pele é quente, em brasa: o tempo todo. Minha alma fica na superfície, nos poros, na entrada do corpo, no que se pode sentir pelo toque. E eu preciso ser tocada pelo mundo constantemente.

E o que me mantém quente é ainda saber que existem pessoas que cuidam calorosamente de mim, enviando-me energias, soprando a brasa em mim para que ela continue a esquentar. Obrigada por me manterem viva, mas eu preciso ficar só.

SOCORRO! Eu preciso de solidão…

2 comentários:

  1. Hm... então tá... respeito o seu silêncio. Mas não se afunde demais nele não, moça. Cuidado para não entrar naquelas volutas de pensamentos que não levam a lugar nenhum.

    E não sei se há como quebrar esses ciclos. Acho que eles fazem parte do todo, e da nossa evolução. Se a gente encarar como um tempo de parar e repensar. Hora da faxina interna.

    Boa sorte! E qualquer coisa, grite (ou sussurre) que eu apareço.

    Beijos

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  2. Obrigada, Gata!
    A qualquer hora eu volto..

    =**

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