domingo, 3 de outubro de 2010

Da Subordinação: Pseudo-Liderança!

Eu estou com o tempo apertado esses dias, muita coisa para organizar. Não tenho mais final de semana para descansar, não tenho direito a tomar uma cervejinha em finais de tardes quentes [o medicamento do meu tratamento não gosta de álcool] e ando cansada, pois o álcool bem que ajuda a ir levando dias quentes e agitados.

No entanto, eu tinha que dar uma parada hoje para falar sobre o pseudo-chefe.

Eu já tive muitos tipos de chefes, desde àqueles bem camaradas até àqueles que você nem percebe que ele existe, mas sempre trabalharam em equipe ou pelo menos sentaram-se e ficaram estimulando a equipe a trabalhar. HiHiHiHi.. Por coincidência ou por benção divina eu sempre tinha trabalhado com chefes que ressaltam as qualidades da equipe, ou as minhas particularmente. Isso dá um gás, pelo menos em mim, faz você trabalhar bem, chegar na hora, queimar a cara no sol em algum serviço pesado sorrindo. Ou seja, estimula. Eu já havia ouvido falar sobre o que eu vou chamar de pseudo-chefe, trata-se daquela pessoa que presa o controle de qualidade, mas não sabe qual é a qualidade que está procurando.

chefe_no_espelho

Não consegue observar qualidades no subordinado, só hiperbolizar alguma falha. Ele acha que ele sabe de tudo um pouco e que sabe muito bem. Um tipinho que fica fazendo de conta que “tá só te dando um toque!”, [ironia] afinal, ele é super seu amigo e sabe muitas coisas [/ironia], polivalente, auto-didata, o Super! Pateta.

Trabalhar com esse tipinho coordenando, chefiando, liderando uma equipe é terrível, fica um clima de terrorismo, pois ele acha bonito mesmo é o absolutismo. O que ele diz é lei, não há discussão. “Antes Temido do que Amado!” já dizia Maquiavel. Mas vai nessa pra você ver, babaca. Hoje em dia há mais pessoas que têm consciência sobre seu direito de falar. Ou seja, as pessoas têm responsabilidade.

“O termo responsabilidade vem do latim respondere e significa estar em condições de responder pelo atos praticados, isto é, de justificar as ações”.  [Vieira, G. M. G.]

Eu aprendi isso essa semana, nunca tinha pensado por esse lado. E vi que eu sou uma pessoa muito responsável. HiHiHiHi…

Esse tipo de pseudo-chefe não inspiram confiança e nem respeito, deveriam ser banidos de cargos de chefia. Eu, particularmente, não tenho paciência com esse perfil de humano. Arrogância e ilusão quando caminham juntos dá nesse tipo de caráter. É um tipo de pessoa que vive de achismos, mas acredita em seus achismos com tanta força que dá a eles certificado de garantia só pelo fato de ter sido eles a acharem.

trabalho-de-equipe1

Eu gosto mesmo é de sentir que eu posso respeitar meu chefe, de que se ele vier me dizer alguma coisa sobre meu trabalho vai respeitá-lo antes de tudo, vai conversar comigo propondo ajuda, debate, conversas que nos levarão a soluções juntos. Eu gosto é de trabalhar com pessoas que lideram com carinho, que tem ouvidos e olhos atentos para ajudar, não para vigiar.

Há algum tempo eu escrevi um texto aqui no blog que se chamava “Ética: Artigo de Luxo” e o sentimento desse post de hoje é bem parecido com o sentimento que me guiou na feitura do post supracitado. Fico triste, fico indignada, fico machucada, de verdade. Ofendida com a pseudo-esperteza dos outros.

Para encerrar uso a sabedoria de Guimarães Rosa em duas frases de momentos distintos do livro Grande Sertão: Veredas [deixo claro, nunca li o livro – um dia vou ler -, mas também não li essas frases em sites que organizam frases, a primeira foi apresentada a mim pelo meu baby e a segunda pelo meu irmão-escolhido, ambas eu li no livro e eles estavam lendo. Smiley piscando ]

"Mas ninguém tem a licença de fazer medo nos outros, ninguém tenha. O maior direito que é meu - o que quero e sobrequero -: é que ninguém tem o direito de fazer medo em mim.
[…]
A gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesmo nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a idéia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é”.

***

Fato é que há de se ter muita paciência nesta vida!

Um brinde à paciência, com fanta uva, pra fazer de conta que é vinho! Smiley mostrando a língua

Um comentário:

  1. Quer saber como realmente é uma pessoa, de-lhe algum poder. Parece o medico e o monstro. Um oculto dentro do outro esperando para sair e mostrar as garras.

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