segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Conto nº 5 – Sem Banho Juntos

 

Recebi um telefonema logo cedo. Vamos à BH! – disse um dos amigos ao telefone. Uma amiga vai dar uma festa e sua casa é ótima para festas. Parece que recebeu ontem uma velha amiga que não via há muito tempo. As amigas dela costumavam ser aquele tipinho chato que não se enturma essa não deve ser muito diferente, mas vale pela festa.

Pegamos a estrada, em 40 minutos estávamos na entrada da cidade. E quando chegamos a festa já havia começado. Bebidas, churrasco, rock na vitrola e piscina. Muita diversão.

Como eu imaginei a amiga era mesmo daquele tipinho na dela, porém arriscou uma ou outra risada entre os amigos da amiga.

A tardinha pausa para um baseado, alguns poucos aderiram a rodinha, não imaginei que ela aderisse, mas lá estava ela circulando o cigarro. Durante o circular do cigarro eu pude perceber como ela era delicada e bonita. Como os olhos brilhavam quando sorria e como o sorriso era suave. Resolvi então que poderia tê-la naquela noite.

observadora

Todos já estavam chapados e a noite passando, foram se dividindo em grupos pela casa e se deitando no chão a conversar baboseiras, tratei de ficar por perto dela e foi quando um casal de namorados começou a se beijar, enquanto ela falava alguma coisa sobre a sua cidade. Ela silenciou e se acomodou no sofá parecendo que iria dormir. Ela estava de saia, com aquelas lindas pernas a mostra. Resolvi atacar! Comecei passando a mão na perna dela levemente e ela não resistiu. Continuei o caminho até sua bunda e ela se acomodou para que eu tivesse melhor acesso a sua pele. Coloquei meu corpo por cima dela e a beijei. Ela me beijou suavemente, parecia estar beijando alguém que já conhecia há muito tempo. Fez um carinho na minha nuca e eu a convidei para o quarto de hospedes onde eu iria dormir. Expulsei meus amigos que estavam lá e nos amamos de uma maneira deliciosa. – Nossa! Que loucura. Linda, gostosa e parece ter gostado de mim.

Eu a abraçava como uma concha e dizia ao seu ouvido: - Pela manhã iremos tomar um banho juntos. E dormimos.

Acordei no meio da noite e ela não estava ao meu lado, talvez ela tenha ido tomar água, pensei. E continuei dormindo. Quando acordei pela manhã ela, de novo, não estava. Levantei e fui procurá-la, encontrei-a na sala, como o notebook no colo, digitando algo e rindo, parecia estar no MSN com alguém. Ela me viu se aproximar e me disse: - Bom Dia!? , sorrindo. Como se nada tivesse acontecido. E o beijo? E o banho?

banho a doisEla tinha os cabelos molhados, não me esperou. Será até mesmo que dormiu ao meu lado? Será que esteve comigo algum momento?

Respondi ao “Bom Dia” e voltei para o quarto para tomar banho. Depois do banho resolvi ir até ela e perguntar onde ela havia dormido.

Cheguei perto, encostei-me ao sofá e disse seu nome. Ela me olhou e disse: “- Diga!” E eu lancei a pergunta. Ela respondeu que não, que assim que eu dormi que ela se levantou e dormiu no sofá da sala, já que os quartos estavam todos ocupados. Perguntei o que havia acontecido, por que ela não havia dormido na cama de casal comigo. E ela disse com uma naturalidade assustadora:

- Não estressa moço! A noite foi uma delícia, mas eu sou estranha assim mesmo.

“Sou estranha assim mesmo”? – Essa frase ressoou em meus ouvidos durante dias. E o banho? Eu só queria o banho.

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