quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Da Monotonia: Paixão sem Fôlego

 

monotoniaemescultura

Eu fui adolescente lendo revista Capricho, Atrevida e Manequim [minha mãe é dada a costuras – eu apenas aprendi a remendar]. Em quase toda revista de público feminino tem alguma matéria que ensine a acabar com a monotonia no relacionamento. Melhorar o sexo é a primeira coisa a se fazer, sempre. Apimenta daqui, cria uma surpresa dali. No fim, volta a monotonia. É porque falta sempre algo.

Eu tenho suspeitas de que desejar sem ter ou ter sem estar segura de que é seu é muito mais excitante do que ter ou estar segura que tem. Suspeito de que há a necessidade de descobrir o que está escondido, de ansiar por algo que não sabe o que é.

Não estou fazendo apologia a não se apaixonar, a viver a vida louca da solteirice. Estou trancafiada no coração de alguém e tenho alguém trancafiado no meu coração, não posso me dar ao luxo de ser tão babaca. =p

Só que quando ficar na prisão se torna confortável demais vem a saudade do se debater, de ter algo com o que lutar, das briguinhas chatas que se encerram em uma noite quente de sexo, do inconformar com alguma característica que deveria ser diferente, das decepções que são normais, pois sempre criamos ilusões em cima de algumas características do outro que na realidade não existem.

A paixão continua a queimar no peito, o suspiro ainda é o mesmo quando se tocam, mas e a carne quente, cadê?

E o sacolejo e a luta, disputa por dominação? A aventura que está contida em desbravar um mundo novo? Índio pacificado não tem tanta graça. Eu gosto é de canibalismo, escalpo e sangue escorrendo pelos lábios.

Há quem diga que existe o inferno astral e o paraíso astral, em um tudo conspira a favor, no outro tudo conspira contra. Eu devo estar vivendo um tipo de purgatório astral, pois sinto tudo muito sereno, muito calmo, silencioso, purificando. Logo em seguida deve vir o barulho, o estrondo, a batida do bumbo, a marca.

Sinto falta do sacolejo, mas preciso de mais tempo nessa monotonia.

Não entendeu nada?? Nem eu… Mas eu gosto mesmo é do inacabado.

6 comentários:

  1. Deixe lá, você não é diferente das demais.

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  2. Depois da tempestade sempre vem a bonança.

    E bonança é um troço chato a béça, né? Monotonia básica.

    Acho que a gente nunca está satisfeita. Daqui a pouco começa a inventar briguinhas só para apimentar as coisas. E depois resolve que brigar também é aborrecido.

    O remédio que receito para isso é controverso... heheh O fim da monogamia compulsiva.

    Beijos,
    Deb.

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  3. Felidio, ... Igual as dmais PESSOAS. Ou teria o Dom Juan um dom feminino?

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  4. LOL, Sim claro, .Mlle. C.. Todos temos um dom feminino e masculino.

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  5. Deb, considero muito sua solução. pena que não seja tão fácil de aplicar.
    apesar q eu até q me dou bem com a monogamia.

    =p

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  6. Antes quanto mais próximo estiver do precipício gostava. Hoje prefiro ficar quieto dentro da caverna, curtindo o silêncio e o leve calor que lá tem.

    A gente arrisca tudo nos negócios.
    Mas nessa área, prefiro ser um anti-empreendedor, ou um não predador! hahhaha

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