quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Filmes “soco-na-boca-do-estômago”.

Eu vou escrever um post sobre o carnaval, mas enquanto ele não sai do forno e através da inspiração da imagem do filme “Cheiro do Ralo” que eu coloquei no post aí abaixo resolvi escrever sobre alguns filmes brasileiros que me socaram a boca do estômago, alguns com direito a diversão para aliviar a dor e outros que me fizeram ficar com náuseas durante dias.

O filme Cheiro do Ralo foi um filme desses que me fez pensar, ruborizar de vergonha ao pensar em mim, encher os olhos de lágrimas por causa de loucas divagações durante o filme.

E tudo começa por causa da bunda:


Personagens sem nomes, o fedor que vem do ralo do banheiro. Mas quem é que usa o banheiro? De quem então vem o fedor? Resulta em uma quase-depressão pós filme.

Fui lembrando de outros filmes aqui e depois que resolvi coletar informações e imagens sobre eles percebi que pertencem a três cineastas.

O primeiro filme que lembrei foi Pixote – A Lei do Mais Fraco, do cineasta argentino/brasileiro Hector Babenco. O filme é de 1980, devo ter assistido em 2006 e esse filme me fez sentir frios na espinha, sangue nos olhos, tristeza profunda e um sentimento de inutilidade eterna.

Principalmente porque a temática criança é algo que faz parte dos meus estudos quando estou tentando entender as antropo-lógicas.

Só para colocar em sequência, outro filme do mesmo cineasta que me fez subir espinhos sobre a pele foi Carandiru – 2003. E eu devo ter assistido em 2004. Tentei resistir, pq eu já sabia que iria ter ódio do mundo depois de vê-lo. E assim foi…

Um pouco antes de Carandiru, havia sido o Cidade de Deus – 2002, do Cineasta Fernando Meirelles. Puta que Pariu… Eu vi esse filme no cinema, antes de mim meu irmão mais velho foi ao cinema e ele, que cismava em parecer um bad boy, voltou para casa aos prantos, com a cara inchada, dizendo que “tinha que matar… tinha que matar aqueles filhos da puta”. Fiquei com medo de ir. Fui… E voltei com sangue na garganta, náuseas no estômago e dias a pensar “onde é que eu vivo?”.

Em 2008, Fernando Meirelles arrebentou comigo em Blindness [Ensaio sobre a Cegueira]. Puta que pariu…

Fui ao cinema e voltei com um super nó na garganta. Sem saber o que pensar, o que dizer. Eu só precisava de silêncio. E vou mantê-lo.


Aí lá vem, o pervertido e perverso Cláudio Assis. Uma mente doentia. Agressão pura. Daquele tipo que só para de bater quando vê que tem mais sangue no chão do que você mesmo. Tudo bem que em Amarelo Manga – 2003 [Assisti só em 2006] tem umas cenas hilárias, que aliviam um pouco, mas mesmo assim é super phoda.

Não consigo esquecer do próprio Cláudio em uma cena passando pela Kika Kanibal e dizendo: “O pudor é a forma mais inteligente de perversão”. Sem contar a fala inicial da Ligia – a dona do bar. Soco no Estômago.


Só que o Cláudio não parou por aí, pentelho de buceta tingido, buceta no oxigênio foi pouco para ele. E veio o Baixio das Bestas – 2007. Não me convidem para ver esse filme pela segunda vez, pois não o verei. E não recomendo a nenhuma menina com a mente frágil que o veja. O filme agride a mente de qualquer mulher. Na época eu conversei com muitas pessoas sobre o filme, homens e mulheres, as mulheres com quem conversei sentiram algo parecido com o que eu senti, um nojo, um ódio, uma vontade de matar cada personagem masculino daquele filme. Os homens que conversei sentiram algo, mas nada intenso, acho que ficaram mais empolgadinhos com a nudez da Dira Paes. Mas é um soco triplo ao cubo bem na boquinha do estômago, daqueles que faz sair sangue pela boca. Para ser sincera, não gosto de lembrar das cenas do filme.

Enfim… Violência e sexo explícito. Agridem?? Agridem muito, agridem a moral, agridem a mente. Sem querer você já está sentindo náuseas [no caso da violência] ou estranhamento e constrangimento [no caso do sexo explícito]. O sexo agride principalmente quando é um sexo violento, que é o caso do Baixio das Bestas, nesse caso a gente sente náuseas, ódio, a não aceitação da manipulação do corpo de outro apenas pela vontade de alguém, de repente você se vê mordendo os lábios para não levantar e socar a tela.

Affff… Só de lembrar de cada um desses filmes consegui quebrar uma unha naquela cutucação inquieta que a gente fica quando algo lhe deixa apreensivo.

Quem tiver estômago… veja-os!

3 comentários:

  1. UP!
    Ou soco no estômago.
    Eu hein.
    Filme é pra isso.
    Mas pra não estressar, tô vendo comédia romântica à rodo! (antropologazinhadenada) rsrs
    Alienei!

    Amo!

    ResponderExcluir
  2. Eu particularmente,me amarro em filmes nacionais,gosto tanto que os coleciono,devo ter uns 1000!
    Mas cada um tem a sua opinião,eu respeito a sua!gosto é igual a bunda,cada um tem a sua,eu tenho a minha!rsrsrs

    ResponderExcluir

Comentários moderados.