sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Diários de minha vida!

 

Me perguntaram ontem: - “Para que isso de blog?? Você não está velha para isso não?”

wowwwwww.. dush na minha testa. Fiquei até pensando se a tchuca não tinha razão. Mas ela não tem não, já que eu não estou vellha. HaHaHaHaHaHaHa..

Mas como eu já gastei tempo pensando o porquê que tenho blog vou escrever aqui. =D

Há uns 8 anos atrás eu também tinha um blog. Era uma coisinha de aspirante a nerd que estava estudando ciências sociais.

nerd1O nome do blog era Social-Mente.  Era mais legal e naquela época eu tinha mais paciencia para falar sobre fatos sociais e ainda palpitava sobre política [bléééééerg]. Não tenho paciência para falar sobre política, nem sobre a atual conjuctura do país, se alguém colocou ou não o dinheiro na cueca ou na meia. Eu dou um Viva! para a informação, afinal de contas pelo menos, hoje, a gnte sabe onde eles colocam o nosso dinheiro. HauaHauaAUHauHAUa..

Hoje, eu não tenho paciencia para muita coisa, sou aspirante a antropóloga e faço reverência ao mestre Levi-Strauss que já dizia:

"Dizem que quem não gosta da própria sociedade vai fazer sociologia, quem não gosta de si mesmo vai fazer psicologia e quem não gosta dos dois vai fazer antropologia".

É mais ou menos por aí que conduzo esse blog, alguém que não gosta da própria sociedade e também não gosta muito do que é. Então fico nessa busca constante de me entender.

E é por isso que hoje eu tenho um blog que é um Diário de Mulherzinha, que é registrado no site como Biografia Irônica, pois quando comecei esse blog [os arquivos foram apagados] há algum tempo atrás eu tinha por objetivo rir da minha vida, escrevendo minha biografia, os fatos que me trouxeram a vida, aqueles que não presenciei mas que foram história na boca de tios, tias, avós, mãe e pai. Mas eu cansei e parei. E deletei.

Foi quando eu rompi o danado do namoro e precisava gritar, fazer escândalo comigo mesma, dizer: “Acorda, mulher! Você pode não gostar muito do que é, mas não pode permitir que os outros lhe matratem ou que façam com que você se maltrate”. Aí eu resolvi escrever esse diário, que nem é tão diário assim… pois não atualizo todo dia. =p

É engraçado que quando eu era criança/adolescente eu escrevia diários [não guardei nenhum.. =/ .] E naquela época eles tinham cadeados.

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Lembro de um que tive que tinha cadeado com chave de verdade [não aquelas chaves de mentirinha, com cadeado de mentirinha, que com uma força maior se rompe] e junto com a chave vinha uma correntinha para colocar a chave no pescoço. Segredos guardados com a vida. Meninas gostam de guardar segredos que contam para todas as amigas. xD

Hoje o diário é virtual e aberto para que todos vejam. Uma espécie de terapia. Uma forma de gritar para o mundo meus segredos e meus pecados, a possibilidade de partilhar minha vida com anônimos, desconhecidos que não me causam nenhuma espécie de sentimento e com amigos do peito que vez ou outra passam por aqui e comentam, me ajudam a pensar em mim.

Enfim… vou aqui com meu diário sem-jeito, sem termos certos, sem muito o que dizer para outro… Digo mais para mim, mas quem sabe ao dizer algo pra mim me comunico um pouco com você.

“Nunca se leve tão a sério… Nunca se deixe levar.

Que a vida é parte do mistério e é tanta coisa para se desvendar”.

[Lenine]

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