sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Oh! Chuva...


CA-RA-LHO!
Eu adoro dormir com chuva. Quarto escuro, friozinho, pés gelados lutando para se aquecer, barulhinho de chuva lá fora e é só os pés se aquecerem que o morpheus chega e me leva, sem dar oportunidade de dar boa noite.
No entanto, não estou conseguindo dormir... Acabei de acordar. E só acordei porque antes de dormir ontem ativei o despertador para 11:30 am. E ainda fiquei de um lado para o outro relutando para levantar.
Essas noites não estão sendo tão agradáveis, voltar a ter insonia não é agradável. Fiquei ouvindo a chuva e pedindo a ela que me desse tranquilidade para eu dormir. Pois bem, agora eu converso com a chuva. Eu nunca havia conversado com a chuva. É interessante, porque há som e você pode sentir que ela lhe responde algo.

Ela responde para mim,
ela está dentro de mim,
tenho uma tempestade nos olhos.

Sinto frio de dentro para fora,
estou congelando.
E é uma chuva daquelas.

Com nuvens carregadas,
brisa suave,
granizo.
Trovões, raios e relâmpagos.

Ela está a todo momento lá fora... Mas está aqui dentro, cuidando de mim.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um Silêncio Sombrio.


Ontem foi difícil para dormir...
Aconteceu um vazio na cabeça, um sentimento de ausência, um furacão no meio do nada, um grito sem som.

Uma tristeza que já não tem lágrimas. E a melodia que vem a cabeça é de Vento no Litoral... é uma paz melancolica. Chorona. Uma paz que pertuba até o mais calmo ser.
Não sei o que fazer com essa paz. Me acostumei com um zumbido aterrorizador na minha cabeça. Acostumei-me a não dormir por haver muito barulho. Acostumei-me a ter lágrimas para chorar.
Acho que agora vem a mudança, a troca... o deslocamento. E já está doendo... E pelo visto ainda tem muito o que doer.
Sentindo falta de um abraço que já não existe mais. Que só ela poderia me dar hoje e seria muito intenso, mesmo ela não sabendo que eu necessitava muito daquele abraço.
Até.. logo eu volto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Poderosa!



Já faz tempo que eu adooooooooooooooooooro pin-up's. São lindíssimas, inspiradoras... poderosas.


Hoje de madrugada vendo o Jornal vi - mais um vez, pois já tinha a visto no Jô - a Dita Von Teese. Caralho... Fantástica. Aquilo sim é saber ser bonita, ela SABE ser bonita. Não é esse padrãozinho de mulher gostosa, é bonita porque sabe ser. Ou seja, ela pensa para ser bonita. Eu até pegava. HauaHauAHuahAUa....


Até então eu só tinha visto fotos dela e já achava linda. Agora que eu vi o seu portar. Uma Diva. Papai do céu dai-me inteligência para ser linda daquele jeito.


Agora olha:



Ah! Eu quero um espartilho.
;)

Com direito a letra de pagode?? Nããããão...


Caralho, que ódio!
Olha eu vendo televisão e começa um pagode. Fiquei ouvindo, pois a desgraça do controle remoto não queria trocar e o vício em controle remoto fez com que eu [e mais milhões de pessoas] perdessem a prática de se levantar e ir até a TV trocar o canal.
Aí o cara cantava assim [lógico que eu busquei na internet, pq eu só lembrava um pedaço]:

"Então fica combinado assim,
É coisa minha, nada com você
O nosso amor foi tão legal pra mim,
não fica triste, tenta me entender
Então fica combinado assim,
Talvez um dia volte a acontecer,
Mas hoje tô pensando mais em mim,
Mas não se esqueça, e isso pode crer
Eu só te quero bem, tão bem."

Bem típico de letra de pagode terminar o namoro bancando o educadinho. Puta que Pariu a Pata... odeio pessoas educadinhas. Se é educadinho demais é porque tem malandragem no meio. Não que eu não tenha maladragem - até porque eu nem sou uma garotinha mais - mas rompimentos não devem ser educadinhos, devem ser drásticos e reais, para ser mais fácil de se entender toda a coisa.
Podia ser pelo menos uma letra de samba de raiz... Uma coisa mais alegre, do tipo "deixa isso para lá... e vá viver sua vida".
Tipo isso aí ó:
Afinal, eu sou neguinha e meu samba é de raiz.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Assim Disse: Bricolê.




Vida a dois: É possível mudar o outro?


É possível mudar o nosso parceiro em um relacionamento?
Gente!!! É muito sério o que tenho para dizer. Por favor, peguem uma folha de papel em branco, canetinhas coloridas de todas as cores, purpurina, tintas... e escrevam bem grande no centro da folha, com direito a gliter e luzes coloridas:
* NINGUÉM MUDA NINGUÉM*
Escreveu?
Agora pendure a folha em um lugar bem visível e leia essa frase ao menos 100 vezes todos os dias, antes de dormir e ao despertar! Acreditem, é incrível o número de pessoas que ainda desconsideram essa verdade.
Entram em relacionamentos e se enganam, fingindo que certas características do parceiro estão lá quase por acaso, mas que com certeza essas coisas mudarão quando a fada boa do amor cantar sua canção de ninar para o casal apaixonado. Quase como se o amor fosse uma espécie de borracha gigante com a qual pudéssemos apagar do outro as imperfeições que tanto nos incomodam.Repito... isso não vai acontecer! Amor não é borracha!
Um dos maiores problemas que vejo nos relacionamentos atualmente está no fato de que as pessoas ficam tão desesperadas para encontrar um parceiro que basta alguém as escolher para que se sintam imediatamente gratas por serem salvas desse horrendo destino: solidão. Com isso, nunca escolhem. Basta que sejam escolhidas. Se um sapo as escolhe, vira príncipe na hora!
E se forem escolhidas por alguém que tenha valores muito diferentes dos seus, por exemplo, as pessoas resolvem essa “pequena dificuldade” negando essas diferenças e dizendo a si mesmas que com o tempo isso irá mudar e, magicamente, os dois se tornarão parecidos, quase iguais.BESTEIRA! O tempo vai passando e isso não acontece. O outro não muda! E aquelas diferenças começam a incomodar. E em breve os dois estão desesperadamente tentando mudar um ao outro, como se essa fosse a saída para que a relação pudesse funcionar. Em geral nesse processo alguém se torna o cobrador e o outro se torna o que é cobrado e sufocado. Ambos vivenciam a frustração e a dor ao se deparar com a dura verdade: o outro simplesmente não vai mudar. O outro não vai dar mais do que pode só porque você quer.O outro não vai aceitar menos do que acredita merecer só porque você quer!
Tente perceber... é muito importante que você perceba isso:
Se, lá no começo de tudo, você tiver calma, se der a si mesmo tempo para conhecer melhor a pessoa que chegou à sua vida, se conseguir escapar dessa loucura coletiva que o leva a aceitar a primeira pessoa que aparecer... se puder fazer isso, talvez possa dar a si mesmo a chance de conhecer o outro melhor antes de fazer uma escolha. E ao fazer isso, talvez possa escolher melhor.
Imagine que você seja uma pessoa doce e carinhosa e decida ter um bichinho de estimação. Você fica tão ansioso para comprar o bichinho que acaba comprando o primeiro que encontrou... um lindo peixe dourado em um aquário redondo. Você leva o aquário para casa todo feliz e o coloca em um lugar de destaque na sua sala. Mas aí a noite chega e você começa a se sentir só... e percebe que sente falta de toque. Pega o peixe dourado e ... o coloca no colo... Ops! E agora?
Peixes não são muito de abraçar. Para falar a verdade eles parecem morrer quando os tiramos de seu mundinho particular... entenda... não adianta querer colocar no colo um peixinho dourado! Não vai funcionar!
Se era tão importante para você afagar um bichinho... por que comprou logo um... peixe????
Devia ter comprado um cachorro... um coelho... talvez um gato (se bem que a maioria dos gatos não são muito de afagos). Mas... um peixe????
Com isso quero deixar clara a importância da escolha, de uma escolha consciente.Agora, se você já comprou o peixe... NÃO ADIANTA QUERER QUE ELE VIRE UM CACHORRO, entende? Ele não irá NUNCA latir ou se deitar no seu colo. Ou você aceita o peixe como é ou aceita que fez uma besteira, escolheu errado. Nesse caso, deixe que o peixe se vá e corra a um pet shop em busca do cachorrinho mais fofo e peludo que encontrar!Loucura, no meu ver, é o que vejo em muitos relacionamentos. Gente brigando anos para transformar peixe em cachorro, tartaruga em águia, elefante em gazela... gente perdendo um tempo precioso que não volta mais, tentando encontrar culpados onde não há culpa alguma.
A culpa não é do outro! Um peixe tem todo o direito de ser peixe, afinal! Nós é que precisamos ter mais clareza do que buscamos, aprender a ter mais calma e consciência em nossas escolhas e parar de agir desesperadamente por medo dessa tal solidão.


[Patricia Gebrim]



Concordo plenamente. Agora é tentar vivenciar isso...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Fazer contas é phoda!


O problema é começar a fazer contas... Nesse momento parece que o saldo é sempre negativo.
Dormiu-se mal, comeu-se mal, sorriu-se muito mal...
E a pior das contas é aquela em que você começa a contabilizar o que lhe causou culpa, sentimentos de culpa que não existiam em você e pareciam que nunca iriam existir. Mas agora com a mente começando a se limpar você percebe que eles estão lá. Poxa, quanta culpa você carregava e em nome da culpa carregou muitas outras coisas. E vivenciou outras coisas que lhe trouxe mais culpa.
Relacionar-se é mesmo um pecado quando não se sabe descartar culpas. Silêncio muitas vezes é o grande sintoma da culpa. Então começamos a nos silenciar cada vez mais, começam a acontecer monólogos e monólogos só são efetivamente bons quando temos a intenção de conversarmos realmente apenas com nossa consciência. Assistir outras pessoas conversarem com suas consciências é aterrorizador.
Fazer contas nesse momento é a pior coisa que se pode fazer. Mas é inevitável.
Droga!

domingo, 25 de outubro de 2009

Metáforas sempre explicam.




Quando você está por aí na vida - procurando viver - muita coisa pode acontecer. Algo que pode acontecer é alguém esbarrar em você. Imagine você com um saco cheio de bolinhas de gude nas mãos, caminhando por uma rua e no percurso alguém dá um trombada em você, daquelas que lhe faz perder o equilíbrio e o saco voar de suas mãos, espalhando todas as bolinhas pela rua.

Você fica lá meio zonza, olhando para as bolinhas no chão, sem saber por onde começar a catá-las e preocupada, pois cada uma delas é importante para você. Mas com aquele incidente alguma pode ter se perdido.

A pessoa que esbarrou em você continua seu caminho e nem olha para trás. Com lágrima nos olhos você se abaixa e começa a recolher cada uma delas, verificando se ainda estão inteiras. Alguma lascaram, outras se partiram e outras se perderam... E você ali, recolhendo-as mesmo assim, até que outra pessoa que não tem nada com aquilo se abaixa e começa a catar cada bolinha - ou o que sobrou dela - com você.


Agora vamos a metáfora: Cada bolinha daquela representa vivências suas, preciosidades de sua vida, que estavam - aparentemente - sobre o controle de suas mãos. Pessoas trombam com a gente sempre... Transformam nossas vivências, as quebram, as fazem se perder e passam. Mas surgem novas pessoas, dispostas a recuperar vivências preciosas que foram rompidas por causa daquele esbarrão e lhe acrescentar outras vivências novas.


Vou ficar aqui vivendo e tentando não me surpreender com novos esbarrões.

E agradecendo a cada amigo [a] por me ajudar a recolher as bolinhas de gude. Obrigada!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Paciente Terminal.




Sabe quando um parente que você ama muito está em estágio terminal na UTI? Aí vc vai vê-lo e quer mto que um milagre aconteça e ele volte para casa saudável - friso de novo: saudável - mas ele ainda está lá, morrendo e sofrendo com dores enormes, tomando doses e mais doses de morfina e você de cá amando e desejando que tudo fique bem. Aí mesmo que você já esperasse a morte - como também esperava o milagre - ele morre e você se desespera, enlouquece, entra para o quarto e esmurra a parede. Mas no fim de toda cena vc começa a sentir uma paz, um quê de alivio e a acreditar que foi melhor assim. Se conforma, pois havia mto sofrimento e ninguém merece viver sofrendo assim.

Acontece então que você se divide entre uma dor inexplicável [como um luto de alguém que se ama muito] e uma paz maravilhosa de sentir [por se ter acabado com o sofrimento]. Mas ainda tem uma coisinha lá dentro que diz: "Puta merda, poderia ter acontecido um milagre".



É assim que me sinto. O namoro estava doente, muito doente, um paciente terminal e, ao menos que ocorra um milagre, pacientes terminais morrem. Mesmo que você não queria soltar as mãos.


=/

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cinderela é o caralho!



Quando tomei consciência de que se envolver amorosamente era um misto de alegria e tristeza e que ser feliz para sempre não poderia depender de um ideal em relação a isso comecei a acreditar que eu só viveria relações casuais e que quando eu encontrasse alguém para viver junto de verdade que seria algo tranquilo, sem precisar de muitas explicações, sem muito ter que entender um sobre o outro, que fluiria, sem pressa e com amor.

Mas a filha da puta da Cinderela tinha que ter uma fada madrinha que faria tudo dar certo ao seu bel-prazer e em um piscar de olhos tudo estava lindo e feliz. Eu pensava até ontem que a vontade de viver uma vida a la Cinderela povoava apenas as cabeças femininas. Oh! Ilusão... convenceram os meninos de que toda e qualquer mulher que eles se relacionassem teriam dentro de si uma Gata Borralheira e que a qualquer momento ela aparecia com um lindo vestido, cabelos arrumados pronta para viver feliz para sempre. Contudo, se ele não quer viver um conto de fadas - mas mesmo assim acredita que toda mulher é meio Cinderela - começa a lembrar a mulher a toda momento que ele não é um principe encantado.

Puta que Pariu... eu não sou a Cinderela. Sou depravada... desbocada... e não tenho vocação para ser amiga de ratinhos.

Se eu tiver só afim de sexo... estarei!

Se eu tiver só afim de fuder?? Queria que você não ficasse chocado, nobre rapaz que não quer ser principe encantado.

E no fim eu vou ser feliz para sempre... com ou sem amor, mas com sexo sempre que possível.

=p

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre o amor platônico

E se não tem mais namoro, mas ainda tem amor?

Considero essa possibilidade muito mais dolorosa e triste do que findar o namoro por não haver mais amor. Quando há amor, mas o relacionamento acaba é como se tudo no universo entrasse em choque. É como entrar em um furacão que vomita ventania e lhe faz contorcer com caimbras.
É como se o processo retrocedesse, depois de muito tempo juntos descobre-se que o que existia era amor platônico.

Qualquer pessoa faria de tudo para ter o alvo de seu amor platônico por perto. No entanto, se o processo é contrário... se um amor que foi vivido tem que forçadamente se tornar amor platônico por culpa de um tipo de racionalidade de pessoas adultas e maduras que entendem que não podem ser [ou nunca foram] um do outro é como se ver afogar e não poder fazer nada.

Amor platônico por Cazuza:

"Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro."

E o que se sente é o amor transbordar em seu corpo, a vontade de estar por perto gritar em seus ouvidos, mas logo diante dos seus olhos existe um enorme outdoor com letras garrafais "NÃO É PERMITIDO".

E o que resta é tentar cuidar de si... tentar, mais uma vez [como na adolescência], lidar com amores impossíveis, inatingíveis, inacessíveis... amor que não tocou o outro, mas que ainda lhe cutuca a cada novo minuto.

Fico aqui engolindo seco.