quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre o amor platônico

E se não tem mais namoro, mas ainda tem amor?

Considero essa possibilidade muito mais dolorosa e triste do que findar o namoro por não haver mais amor. Quando há amor, mas o relacionamento acaba é como se tudo no universo entrasse em choque. É como entrar em um furacão que vomita ventania e lhe faz contorcer com caimbras.
É como se o processo retrocedesse, depois de muito tempo juntos descobre-se que o que existia era amor platônico.

Qualquer pessoa faria de tudo para ter o alvo de seu amor platônico por perto. No entanto, se o processo é contrário... se um amor que foi vivido tem que forçadamente se tornar amor platônico por culpa de um tipo de racionalidade de pessoas adultas e maduras que entendem que não podem ser [ou nunca foram] um do outro é como se ver afogar e não poder fazer nada.

Amor platônico por Cazuza:

"Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro."

E o que se sente é o amor transbordar em seu corpo, a vontade de estar por perto gritar em seus ouvidos, mas logo diante dos seus olhos existe um enorme outdoor com letras garrafais "NÃO É PERMITIDO".

E o que resta é tentar cuidar de si... tentar, mais uma vez [como na adolescência], lidar com amores impossíveis, inatingíveis, inacessíveis... amor que não tocou o outro, mas que ainda lhe cutuca a cada novo minuto.

Fico aqui engolindo seco.

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